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Correio da Manhã

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Líderes das seis forças políticas com assento parlamentar sem consenso sobre Segurança Social e reforma do sistema político

Primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, propôs resolver dos salários dos políticos em "três legislaturas".
Lusa 18 de Setembro de 2019 às 12:19
Primeiro-ministro, António Costa
António Costa
Rui Rio
Assunção Cristas
André Silva, do PAN
Catarina Martins
Jerónimo de Sousa
Primeiro-ministro, António Costa
António Costa
Rui Rio
Assunção Cristas
André Silva, do PAN
Catarina Martins
Jerónimo de Sousa
Primeiro-ministro, António Costa
António Costa
Rui Rio
Assunção Cristas
André Silva, do PAN
Catarina Martins
Jerónimo de Sousa

Os líderes das seis forças políticas com assento parlamentar manifestaram esta quarta-feira diferenças de fundo sobre a Segurança Social, embora com alguns pontos de convergência, e sobre a reforma do sistema político, um tema sem qualquer consenso.

Estas foram as duas áreas que marcaram a primeira hora de debate entre os líderes de PSD, PS, BE, CDU (PCP/PEV), CDS-PP e PAN, transmitido em simultâneo na Antena 1, na TSF e na Rádio Renascença.

A fechar esta parte do debate, a propósito dos salários dos políticos, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, propôs "resolver este problema em três legislaturas", com "a criação de uma comissão de vencimentos", composta por antigos presidentes da República e do Tribunal de Contas e representantes dos parceiros sociais, para "fixar uma tabela de rendimentos".

"Lá para o dia de são nunca à tarde teríamos essas tabelas todas", comentou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

No que respeita à reforma do sistema político, António Costa, que se declarou a favor de um modelo misto como o alemão, considerou que isso "não é prioritário para o país", assim como a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, que disse que "há muito mais vida para lá do Estado e para lá do sistema eleitoral e do sistema político".

O presidente do PSD, Rui Rio, contrapôs que "é fundamental" reformar o sistema político, face ao afastamento entre políticos e eleitores, mas só foi secundado pelo porta-voz do PAN, André Silva, que concordou que "é prioritário", mas defendeu um modelo oposto.

Em vez de círculos mais pequenos, como propõe Rui Rio, André Silva defendeu a criação de 9 círculos maiores, que substituiriam os atuais 22, para que haja mais proporcionalidade na conversão de votos em mandatos em todo o território.

Quanto à Segurança Social, predominaram as discordâncias, mas a proposta do PSD de criação de uma nova contribuição sobre o valor acrescentado das empresas, como forma de financiamento do sistema, foi ao encontro das posições do PCP e do BE.

A coordenadora nacional do BE, Catarina Martins, considerou que é "uma boa ideia", referindo que é uma reivindicação antiga "de toda a esquerda" mas observou: "O PSD quando podia ter feito, não quis, e agora que não pode, é que quer".

Por outro lado, a possibilidade de haver descontos em paralelo às atuais contribuições uniu o PSD e o CDS-PP.

"O que nós dizemos é que deve haver uma inscrição automática, mas não vinculativa - e, portanto, a pessoa desisncreve-se, se quiser - num sistema público de capitalização, ou seja, reforçando, criando um suplemento da reforma", expôs Assunção Cristas.

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