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Miguel Albuquerque prevê abstenção abaixo dos 50% nas eleições na Madeira

Cabeça de lista do PSD diz que abstenção no arquipélago é "das mais baixas do país".
Lusa 22 de Setembro de 2019 às 13:16
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque perspetiva abstenção abaixo dos 50% nas eleições na Madeira
Miguel Albuquerque
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Miguel Albuquerque perspetiva abstenção abaixo dos 50% nas eleições na Madeira
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
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Miguel Albuquerque perspetiva abstenção abaixo dos 50% nas eleições na Madeira
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque

O cabeça de lista do PSD, Miguel Albuquerque, às regionais que se disputam na Madeira disse que a abstenção no arquipélago é "das mais baixas do país", apontando que nas eleições deste domingo será inferior a 50%.

"A abstenção na Madeira não é muito elevada, penso que deve ser das regiões do país em que é mais baixa, porque temos imensos conterrâneos que estão a viver na Venezuela, na África do Sul, França e Inglaterra, no Canadá que têm aqui residência e estão inscritos", disse Miguel Albuquerque depois de ter exercido o seu direito de voto.

O também presidente do Governo Regional da Madeira votou na mesa 12, na escola básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, nos arredores do Funchal, acompanhado da mulher e dos dois filhos mais novos.

Na sua opinião, nas eleições deste domingo, a abstenção será "claramente inferior a 50%, pelo menos em termos reais", complementou, contrariando o que aconteceu nas legislativas regionais de 2015.

No seu entender, estas são umas "eleições mais disputadas", porque o "apelo ao voto foi mais forte, houve maior intervenção do PS a nível nacional para ganhar as eleições" neste arquipélago, o que "motivou os madeirenses a dar a resposta", deslocando-se às urnas.

Falando sobre a forma como está a decorrer este domingo o ato eleitoral na Madeira, o líder social-democrata madeirense apontou que "há uma forte participação nas urnas, o que é importante para a Madeira e para estas eleições".

"Tem havido uma boa afluência, tudo tem decorrido dentro das normalidade, com espírito cívico e democrático e acho que está tudo a decorrer bem", acrescentou.

Albuquerque assegurou estar "tranquilo", porque não sofre de "nervosismo", mencionando que este domingo vai almoçar com o secretariado do partido, que organizou a campanha, depois estará algum tempo em casa, antes de ir acompanhar os resultados para a sede do partido.

Também enfatizou que a campanha eleitoral "foi bastante esclarecedora, muito contundente, clara e onde as opções em aberto são diferenciadas", o que "é bom para a democracia".

O social-democrata defendeu que os eleitores sabem o que está em jogo neste ato eleitoral, mencionando que não de deve "minimizar a inteligência e capacidade de discernimento dos eleitores, porque os políticos que o fazem, normalmente acabam mal".

Questionado sobre existirem 16 partidos e uma coligação a disputar estas eleições, referiu ser "um problema da própria lei, visto existirem forças partidárias "que estão desativadas" e "não têm qualquer atividade cívica ou política, surgindo apenas nas eleições para servir determinados interesses setoriais".

"Temos que estabelecer novas regras não para impedir a participação política, mas sobretudo num regime como o nosso, com uma base parlamentar muito forte, para impedir que se criem forças políticas apenas não em função das 'res publica', mas de interesses setoriais muito determinados", argumentou.

Miguel Albuquerque concluiu que este cenário acaba por desvirtuar o próprio combate político e começa a criar algum ruído e desfuncionalidade na própria democracia".

As eleições regionais legislativas da Madeira, onde os sociais-democratas governam com maioria absoluta, decorrem este domingo, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional: PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR.

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