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Correio da Manhã

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ESCUTAS NOS INCÊNDIOS

O bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice, diz que o “mais leve indício de um crime conduz ao desencadeamento de medidas de escutas telefónicas, na esperança que daí resulte a prova que a investigação deveria procurar de modos distintos”.
22 de Setembro de 2003 às 01:13
A opinião de Júdice está expressa numa comunicação ao Congresso da Justiça onde o bastonário exemplifica o seu raciocínio com declarações proferidas recentemente por responsáveis da Polícia Judiciária.
“Bom exemplo é o caso recente dos incêndios, em que foi possível ouvir o Director da PJ em Coimbra afirmar sem lhe tremer a voz que estavam já a ser feitas muitas escutas telefónicas, quando seguramente ainda não era possível sequer ter suspeitos com indícios suficientes para ser justificada tão gravosa medida”, lê-se.
Em declarações ao CM, Júdice refere que não quer ser mal interpretado nem criticar um magistrado por quem tem grande estima, pretendendo apenas alertar para a “utilização indiscriminada das escutas telefónicas”.
Entretanto, o director da PJ de Coimbra reafirmou, em resposta, que no combate aos incendiários devem ser usados todos os meios de investigação, inclusive escutas telefónicas.
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