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Correio da Manhã

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Estudantes feitos reféns em universidade iraquiana já foram libertados

Forças de segurança continuam o combate com os assaltantes que invadiram a universidade
7 de Junho de 2014 às 18:34

Os estudantes que foram feitos reféns na universidade iraquiana de Ramadi, próxima da capital Bagdad, foram libertados pelas forças de segurança, este sabádo, que continuam a combater os assaltantes que invadiram o 'campus' universitário, avançaram fontes oficiais citadas pela AFP.

"Todos os estudantes feitos reféns foram libertados na universidade Al-Anbar", na cidade de Ramadi, a oeste de Bagdad, indicou o porta-voz do ministério da Administração Interna, Saad Maan.

Os combatentes do grupo radical islâmico Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) que tomaram de assalto a universidade ainda ocupam vários edifícios e as forças especiais, ajudadas pelo exército e pela polícia, continuam a tentar retirá-los, constatou um jornalista da AFP no local e confirmou uma fonte das forças de segurança.

O jornalista da AFP no local relatou ainda ter visto estudantes a serem retiradas em lágrimas do edifício no 'campus' feminino pelas forças de segurança, que terão, de acordo com uma fonte citada pela agência de notícias francesa, conseguido retirá-las de autocarro, depois de terem morto os radicais que as fizeram reféns.

A polícia indicou que os combatentes do EIIL conseguiram invadir a universidade depois de terem morto os guardas e feito explodir a ponte de acesso ao estabelecimento com recurso a carros bomba.

As forças de segurança iraquianas lançaram hoje um ataque contra a Universidade de Ramadi, onde jihadistas tomaram como reféns um grupo de alunos e funcionários, noticiou a agência de notícias France Presse.

O ataque aos radicais que invadiram a universidade foi liderado por forças especiais, que cercaram o edifício, tendo sido ouvidos tiros. Cerca de 1.000 estudantes conseguiram escapar antes do ataque e outras já depois.

Uma aluna, que se encontra dentro do edifício, contou à France Presse por telefone que foi colocada num grupo de outras mulheres e que o líder dos atacantes veio para falar com elas, dizendo-lhes: "Nós vamos dar-lhes uma lição de que nunca se irão esquecer".

A violência na província de Al-Anbar começou no final de dezembro, quando as forças de segurança desmantelaram um acampamento de protesto anti-governo perto de Ramadi.

A demonstração de força pelos jihadistas surge um dia depois dos violentos confrontos entre insurgentes e forças de segurança na província de Nínive, que resultou em 36 mortes, e dois dias depois de uma ofensiva de um grupo liderado por insurgentes contra Samarra.

A insegurança é um dos maiores problemas do Iraque, onde a violência mata em média 25 habitantes por dia.

Ao todo, mais de 4.300 pessoas morreram nos ataques desde o início do ano, das quais 900 só no mês de maio.

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