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Correio da Manhã

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"Eu matei a minha própria filha", confessa homicida em julgamento

Rafaela Cupertino contou aos juízes que desferiu três golpes de faca no peito da bebé, no Seixal.
Sofia Garcia 6 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Rafaela tem 25 anos
Rafaela Cupertino, 25 anos, matou a filha à facada pouco depois de a bebé ter nascido
Rafaela Cupertino
Inês, irmã gémea de Rafaela
Rafaela tem 25 anos
Rafaela Cupertino, 25 anos, matou a filha à facada pouco depois de a bebé ter nascido
Rafaela Cupertino
Inês, irmã gémea de Rafaela
Rafaela tem 25 anos
Rafaela Cupertino, 25 anos, matou a filha à facada pouco depois de a bebé ter nascido
Rafaela Cupertino
Inês, irmã gémea de Rafaela
A segunda sessão de julgamento das irmãs gémeas acusadas de matar uma bebé recém-nascida, após um parto em casa, no Seixal, em abril do ano passado, ficou marcada pelo depoimento frio da mãe da criança. Perante os juízes, Rafaela Cupertino contrariou a tese do Ministério Público sobre a premeditação e garantiu que nunca, em 9 meses de gestão, pensou matar a filha após o parto.

"Estava a tirar os meus filhos do carro quando me rebentaram as águas. Subi para casa, dei-lhes de comer e banho e comecei com dores às 21h30." Após contrações, o parto foi consumado, na casa de banho de casa das irmãs, com a ajuda de Inês Cupertino. Perante o coletivo, Rafaela explicou como matou a recém-nascida. "Coloquei-a de cabeça para baixo na banheira com água, uns segundos, depois peguei numa faca e desferi três golpes no peito, do lado esquerdo", admitiu. E só revelou emoção ao ser questionada sobre o que sente sobre isso: "Acho horrível. Eu matei a minha própria filha." Mas não conseguiu explicar aos juízes os motivos do crime, chegando a afirmar que queria que a bebé fizesse parte da família.

PORMENORES
Irmã também está presa
Na próxima audiência, em Almada, será a vez de Inês Cupertino, irmã gémea de Rafaela, falar. Também está em prisão preventiva na cadeia de Tires.

Tenta ilibar Inês
Rafaela tentou ontem ilibar a irmã: "Pedi ajuda para o parto e ela estava a tirar-me a placenta quando pus a bebé na banheira. Quando ela viu a bebé morta ficou em choque e perguntou- -me porque é que eu tinha feito aquilo", contou Rafaela.

Vítima de violência
Rafaela falou da má relação com o companheiro: "Escondia da minha família a violência que sofria todos os dias. Eu não estava bem há muito tempo", disse.
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