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EUA bloqueia nomeação de enviado da ONU na Líbia

Embaixadora norte-americana garante que país está "dececionado" com a opção de António Guterres.
Lusa 11 de Fevereiro de 2017 às 03:11
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley
 A embaixadora norte-americana, Nikki Haley

Os EUA manifestaram a sua oposição à escolha do ex-primeiro-ministro palestiniano Salam Fayyad como enviado da ONU para a Líbia, bloqueando a nomeação que se torna praticamente impossível sem a 'luz verde' do Conselho de Segurança.

A embaixadora norte-americana, Nikki Haley, afirmou, na sexta-feira, que o seu país está "dececionado" com a opção do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o cargo e mostrou a sua frontal oposição.

"Durante demasiado tempo a ONU foi injustamente parcial a favor da Autoridade Palestiniana em detrimento dos nossos aliados em Israel", disse a diplomata.

Nikki Haley recordou que Washington "não reconhece atualmente um Estado palestiniano e não apoia o sinal que esta nomeação enviaria no seio das Nações Unidas".

"No futuro, os Estados Unidos vão agir -- não apenas falar -- em apoio aos nossos aliados", acrescentou Haley.

A mensagem da embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas granjeou uma reação imediata por parte de Israel que destacou que a Administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, volta a demonstrar o seu claro apoio ao país.

"Este é início de uma nova era na ONU, uma era em que os Estados Unidos estão firmemente com Israel contra qualquer tentativa de prejudicar o estado judeu", afirmou, em comunicado, o embaixador israelita, Danny Danon.

A Administração de Trump tem insistido que irá apoiar Israel nas Nações Unidas e tem criticado insistentemente a resolução que exige o fim "imediato" da política israelita de construção de colonatos em Jerusalém oriental e nos territórios ocupados da Cisjordânia, aprovada em dezembro último pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas graças à abstenção do anterior Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, informou, esta semana, numa missiva ao Conselho de Segurança, da sua intenção de designar o antigo primeiro-ministro palestiniano Salam Fayyad (2007-2013) como enviado das Nações Unidas na Líbia, em substituição do alemão Martin Kobler, que termina o seu mandato este ano.

Contudo, Guterres não tornou ainda pública a sua decisão e na sexta-feira um porta-voz do secretário-geral da ONU declinou confirmar se a sua escolha recaía sobre o antigo líder palestiniano.

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