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'Jihadista John' terá sido abatido

Ataque aéreo dos EUA na Síria.
Lusa 13 de Novembro de 2015 às 04:32
Emwazi, um cidadão britânico, participou nos vídeos que mostram as execuções dos jornalistas norte-americanos
Emwazi, um cidadão britânico, participou nos vídeos que mostram as execuções dos jornalistas norte-americanos FOTO: Reuters

Um ataque aéreo dos Estados Unidos na Síria provocou a morte do 'jihadista John', um presumível carrasco do grupo extremista Estado Islâmico, avança uma fonte militar à BBC com um "alto grau de certeza". O Pentágono ainda não confirmou a informação.

Segundo a BBC, Mohamed Emwazi e uma outra pessoa que estavam com ele morreram na sequência de um ataque das forças norte-americanas contra o veículo em que se encontravam.


As autoridades britânicas ainda não se pronunciaram sobre a operação norte-americana, mas os meios de comunicação social esperam que o primeiro-ministro, David Cameron, faça esta sexta-feira uma declaração.


Um porta-voz do Pentágono revelou que os Estados Unidos lançaram, na noite de quinta-feira, um raide que tinha como alvo precisamente o 'jihadista John', mas não revelaram se Mohammed Emwazi foi abatido.


Participou nos vídeos de execuções
"Emwazi, um cidadão britânico, participou nos vídeos que mostram as execuções dos jornalistas norte-americanos Steven Sotloff e James Foley, do trabalhador humanitário, igualmente norte-americano, Abdul-Rahman Kassig, dos trabalhadores humanitários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto, e de uma série de outros reféns", referiu o Pentágono.


Identificado como o homem de cara tapada que surge nos vídeos do Estado Islâmico de decapitação de reféns ocidentais, Mohammed Emwazi, com menos de 30 anos, captou a atenção pelo seu forte sotaque britânico nos vídeos e porque colocava uma faca junto ao pescoço dos reféns, prestes a decapitá-los, antes de cortar as imagens, ficando conhecido como "Jihadista John".


Programador informático de Londres, nasceu no Kuwait, numa família apátrida de origem iraquiana. Os seus pais mudaram-se para a Grã-Bretanha em 1993.


Mohammed Emwazi estava referenciado pelos serviços de segurança desde pelo menos 2009.

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