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Éder recorda adversidades

Jogador desvaloriza estatuto de 'patinho feio'.
Lusa 11 de Junho de 2016 às 10:01
Éder destacou a confiança que tem recebido de Fernando Santos
Éder destacou a confiança que tem recebido de Fernando Santos FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

Éder lembrou este sábado que desde criança superou todas as "adversidades" que a vida lhe apresentou, sem se mostrar muito preocupado por ter o estatuto de 'patinho feio' da seleção portuguesa de futebol no Euro2016.

"Trabalho da melhor forma para conseguir ultrapassar essas adversidades. Desde criança que ultrapasso adversidades e isso tem sido muito importante na minha vida. Vou continuar a trabalhar e a dar o meu melhor", afirmou Éder em conferência de imprensa, minutos antes de mais um treino de Portugal no Centro Nacional de Râguebi, em Marcoussis.

Com apenas um golo em 23 jogos pela formação das 'quinas', o jogador de 28 anos foi chamado pelo selecionador Fernando Santos para o Campeonato da Europa, uma escolha contestada pela imprensa desportiva e adeptos. Éder 'respondeu' com dois golos nos três jogos de preparação para o torneio.

"Não procuro calar ninguém. O meu objetivo é apenas ajudar a seleção da melhor e é nisso que estou concentrado", referiu.

Éder mostrou-se confortável por ter o estatuto de suplente na seleção nacional, estando preparado para jogar apenas "um, dois ou 10 minutos, e explicou porque usa uma luva branca sempre que marca um golo.

"Tem a ver com toda a adversidade que passei na minha vida. É esse o objetivo. Dar ânimo para poder atingir os meus objetivos", contou o avançado, que cresceu numa instituição de solidariedade nos arredores de Coimbra.

Pouco utilizado no início da temporada no Swansea City, o avançado nascido na Guiné-Bissau transferiu-se na reabertura de mercado para o Lille, tendo marcado seis golos nos três meses que passou o emblema francês.

"Isso foi determinante para poder estar aqui no Europeu. Chegou a altura em janeiro em que estudei todas as possibilidades e soluções para poder estar aqui. Achei que o Lille seria a melhor opção e tinha que arriscar", disse o antigo jogador de Sporting de Braga e Académica, que acabou mesmo por assinar um contrato de quatro temporadas com o Lille.

Éder destacou ainda a confiança que tem recebido de Fernando Santos e admitiu que nunca pensou em usar a braçadeira de 'capitão' da seleção nacional, algo que aconteceu no particular com a Noruega (3-0).

"Não estava a espera. Só me apercebi quando o Ricardo Carvalho e Quaresma saíram e me vieram entregar a braçadeira. Foi um orgulho enorme", explicou.

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