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Ex-banqueiro condenado em Espanha por contrabando de quadro de Picasso

Um grupo de peritos da polícia espanhola deslocou-se à ilha francesa da Córsega em 2015 para resgatar a obra-prima de Picasso, avaliada em 24 milhões de euros.
Lusa 16 de Janeiro de 2020 às 15:47
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Um tribunal de Madrid condenou esta quinta-feirao ex-presidente do Bankinter Jaime Botín a 18 meses de prisão e uma multa de 52,4 milhões de euros pelo delito de contrabando de um quadro de Picasso.

O condenado, que ainda pode apresentar um recurso, é irmão do falecido Emilio Botín, ex-presidente do grupo bancário Santander, e levou para fora de Espanha, com a intenção de vender, a obra original de Pablo Picasso "Cabeça de uma Jovem Mulher", pintada em 1906.

Um grupo de peritos da polícia espanhola deslocou-se à ilha francesa da Córsega em 2015 para resgatar a obra-prima de Picasso, avaliada em 24 milhões de euros.

O quadro era propriedade de Jaime Botín, mas em dezembro de 2012 o Conselho de Qualificação, Valorização e Exportação do Património Espanhol, órgão consultivo do Ministério da Cultura, tinha recusado por unanimidade autorizar a exportação da obra.

As autoridades corsas disseram que tinham sido alertados sobre uma tentativa de contrabando, a partir de Espanha e de barco, do valioso quadro.

A pintura a óleo, do "período cor-de-rosa" do mestre cubista com uma mulher de cabelo preto comprido, foi apreendida quando o capitão do barco não conseguiu apresentar um certificado a autorizar a presença do quadro fora do território espanhol.

No barco, as autoridades francesas também encontraram um documento em espanhol a confirmar que a obra era de "interesse cultural" e tinha sido proibida de sair sem autorização de Espanha, a terra natal de Picasso.

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