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Ex-Presidente da Coreia do Sul interrogada na prisão

Park Geun-hye foi detida preventivamente na sexta-feira, por suspeita de corrupção.
Lusa 4 de Abril de 2017 às 08:37
Park Geun-hye
Park Geun-hye FOTO: Reuters
O Ministério Público começou esta terça-feira a interrogar na prisão, pela primeira vez, a ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, detida preventivamente desde sexta-feira, pela sua participação num caso de corrupção.

Os investigadores deslocaram-se esta manhã ao Centro de Detenção de Seul, situado a 15 quilómetros da capital, e começaram a interrogar Park -- que perdeu a imunidade presidencial ao ser destituída pelo Tribunal Constitucional no passado dia 10 de março.

O Ministério Público decidiu realizar os interrogatórios na prisão para evitar o aparato de segurança necessário para que a ex-presidente se desloque ao centro de Seul.

Antes de começarem, os representantes do Ministério Público explicaram, em declarações recolhidas pela imprensa sul-coreana, que devido aos horários da prisão, a sessão de perguntas de hoje não pode durar mais de oito horas.

As autoridades planeiam interrogá-la três ou quatro vezes antes de avançarem com acusações, a 15 de abril, para evitar que o processo coincida com o início, a 17 de abril, da campanha para as eleições presidenciais.

No passado dia 21 de março, Park, que defendeu sempre a sua inocência, foi interrogada pela primeira vez durante mais de 20 horas.

Novamente a 31 de março um tribunal de Seul interrogou-a durante nove horas antes de emitir uma ordem de prisão preventiva.

Espera-se que os investigadores apresentem 13 acusações contra a ex-presidente, incluindo abuso de poder, coação ou suborno, um crime a Coreia do Sul pune com um mínimo de 10 anos de prisão e um máximo de prisão perpétua.

Os investigadores consideram que Park permitiu que a sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como "Rasputina" pela sua influência sobre a ex-presidente, criasse uma rede que extorquiu cerca de 70 milhões de dólares a grandes empresas.

A sua destituição é a primeira de um Presidente na Coreia do Sul desde que o país retomou a democracia em 1987, o que também gerou a primeira antecipação de eleições presidenciais desde então.

Cerca de 30 pessoas estão a ser julgadas neste caso, que envolve 53 empresas, incluindo a Samsung, cujo presidente 'de facto', Lee Jae-yong, está detido desde fevereiro.
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