Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
8

Ex-vice-presidente nega atribuição de prémios

Fontão de Carvalho sentou-se esta terça-feira no banco dos réus para responder por crime de peculato (apropriação indevida de bens públicos) no caso da atribuição de prémios a ex-administradores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.
17 de Fevereiro de 2009 às 16:30
Ex-vice-presidente nega atribuição de prémios
Ex-vice-presidente nega atribuição de prémios FOTO: Vítor Mota

Na primeira sessão do julgamento, o antigo responsável da autarquia lisboeta, que tutelava a pasta das empresas municipais, garantiu que as verbas com que os antigos administradores da EPUL se autopremiaram em 2006 (em relação aos resultados de 2004 e 2005) não dependeram do seu aval. 'Não autorizei prémios nenhuns', disse repetidas vezes perante o colectivo de juízes do Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa.

Fontão de Carvalho admitiu, porém, que tinha poderes para ter 'dado uma orientação política contrária' a uma prática da empresa municipal que, adiantou, se arrastava desde 1994. Mas não o fez. 'Considerei que não deveria estar naquela fase [inicio do mandato] a alterar uma orientação política aprovada pelo anterior executivo', justificou.

A próxima audiência ficou agendada para 10 de Março, na qual deverão intervir os restantes arguidos: a ex-vereadora do Urbanismo Eduarda Napoleão, e os antigos administradores da EPUL, Aníbal Cabeça, Arnaldo João e Luísa Amado, também acusados de peculato.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)