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Exames de 4.º ano têm potencial de exclusão social

A OCDE entende que entre os mais jovens os testes devem ter uma função de diagnóstico, para permitir a orientação dos alunos e a superação de dificuldades, retirando o peso de um exame final, com consequências para o percurso escolar dos alunos.

24 de Maio de 2014 às 14:18

Os exames de 4.º e 6.º ano em Portugal podem ter sido introduzidos demasiado cedo no percurso escolar dos alunos, tendo "potencial penalizante" para agravar o risco de reprovação e de exclusão social, alertou um analista português da OCDE.

No final de uma conferência subordinada ao tema "Compromissos na Educação", que decorreu na sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o analista chefe da Direção da Educação e das Competências da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Paulo Santiago, em declarações à Lusa, sublinhou que os exames têm uma importante função de validação de conhecimentos no sistema de ensino, mas que só fazem sentido quando os alunos são confrontados com mudanças e escolhas, como na definição de uma área de interesse do 9.º para o 10.º ano, ou no final do ensino secundário, para prosseguir estudos superiores.

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