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Correio da Manhã

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Falsificadores de dólares condenados

O Tribunal de Odemira condenou esta quarta-feira os cinco principais arguidos de um grupo de falsificação de dólares a penas de prisão entre os três e os seis anos e meio.
2 de Abril de 2008 às 19:21

O colectivo de juízes deu como provada a co-autoria dos cinco arguidos num crime de contrafacção de moeda.

Joaquim Silva e António Roque, considerados os ‘cabecilhas’ do grupo, foram condenados, respectivamente, a seis anos e meio e a cinco anos e meio de prisão.

Os outros três arguidos, Rui Alves, Joaquim Oliveira e Luís Silva, foram condenados a três anos e meio de prisão com pena suspensa.

O tribunal decidiu alterar a definição  jurídica do crime de passagem de moeda falsa em que incorriam outros cinco arguidos. Assim, os arguidos José Bonito, António Campelo e Francisco Ferreira, foram condenados a 18 meses de cadeia pela co-autoria de aquisição de moeda falsa para ser posta em circulação. Por cumplicidade neste crime, José Silva e Vítor Amaral foram condenados a nove meses de prisão.

Os arguidos Carlos Neves e João Silvestre foram absolvidos do crime de passagem de moeda falsa. Por último, Hélio Machado foi declarado contumaz, pode se encontrar em parte incerta no Brasil, e não foi julgado neste processo.

Os advogados dos arguidos com penas mais pesadas consideraram-nas “desajustadas”, pelo que pretendem recorrer da decisão.

O caso remonta a 2006, quando três dos arguidos implementaram um plano que visava a contrafacção, produção e distribuição de notas de cem dólares, num armazém de uma aldeia do concelho de Odemira.

Durante o tempo de actividade do grupo, o Ministério Público estimou que tenham sido produzidos dez milhões de dólares falsos.

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