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Correio da Manhã

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Faria de Oliveira permitirá enfrentar desafios futuros

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou na manhã deste sábado o nome de Faria de Oliveira para a presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), salientando que esta escolha "permite à CGD enfrentar os desafios futuros".
29 de Dezembro de 2007 às 12:01
No anúncio oficial do nome escolhido pelo Governo para presidir a CGD, realizado esta manhã no Governo Civil do Porto, Teixeira dos Santos afirmou que Faria de Oliveira "é uma escolha que permite à CGD enfrentar os desafios futuros num mercado financeiro cada vez mais competitivo, que exige inovação e visão estratégica".
Faria de Oliveira, actual presidente executivo do Banco Caixa, em Espanha, vai ocupar o lugar deixado vago por Carlos Santos Ferreira que anunciou quarta-feira a sua renúncia ao cargo para liderar a lista para o futuro Conselho de Administração do BCP. Este gestor ligado ao PSD foi ministro do Comércio e Turismo durante duas legislaturas e Secretário de Estado das Finanças.
Teixeira dos Santos explicou que fez ontem o convite a Faria de Oliveira para presidir à administração da Caixa Geral de Depósitos e que este aceitou. O ministro acrescentou que este foi o único convite que fez.
Além de Faria de Oliveira, o ministro dirigiu um convite a Francisco Bandeira para ser vice-presidente no mesmo conselho de administração, convite que também foi aceite.
Segundo o ministro, Faria de Oliveira tem uma "vasta experiência de gestão bancária" e tem "provas dadas no domínio de gestão de empresas". "É uma escolha que permite à caixa enfrentar o desafio que tem pela frente, num mercado financeiro que exige visão estratégica". Teixeira dos Santos acredita que com este nome, a Caixa "irá responder de forma muito positiva aos seus desafios".
O ministro deixou ainda uma palavra à posição assumida nos últimos dias pelo PSD, principal partido da oposição. "Considero inaceitável a forma como o PSD tem procurado impôr um critério estritamente partidário na escolha" de quem vai presidir à Caixa Geral de Depósitos. "Não pode ser unicamente na base da simpatia ou da filiação partídária (...). Tem de assentar na avaliação do currículo profissional (...). Foi nesta base que tomei as minhas decisões".
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