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Feira Internacional de Maputo exibe há 50 anos "pulsar da economia"

Sobreviveu à independência de Moçambique.
16 de Agosto de 2014 às 07:44

Fundada em 1964 por empresários portugueses, a Feira Internacional de Maputo (Facim) foi das poucas marcas associadas ao regime colonial português que sobreviveu à independência de Moçambique, representando há 50 anos o "pulsar da economia" moçambicana.

Em meados da década de 1960, um grupo de empresários do setor agropecuário residente na antiga colónia portuguesa quis promover a sua produção nos mercados internacionais e "afirmar a capacidade produtiva" de Moçambique em relação "às demais colónias do império português", lançando assim a feira, segundo contou à agência Lusa o presidente do Instituto para a Promoção de Exportações (IPEX), entidade responsável pela organização do certame.

"A primeira iniciativa foi somente voltada para a área agropecuária. Queria fazer-se ver aquilo que era o peso da economia e do desenvolvimento da colónia, mas também ombrear com a região: gado da África do Sul e da antiga Rodésia", hoje Zimbabué, recordou João Macaringue.

Inaugurado com o nome de Feira Agro-Pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), o certame sobreviveu, 10 anos após o seu lançamento, à independência de Moçambique, tendo sido rebatizada para Feira Internacional de Maputo.

"Ganhou maior ímpeto com a conquista da independência nacional e facilmente conseguiu responder ao desiderato da jovem república, passando a exprimir não só interesse no setor agropecuário, sendo também muito mais abrangente, olhando para aquilo que eram as linhas estruturantes para o desenvolvimento da economia nacional", afirmou o responsável.

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