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Correio da Manhã

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Ferreira Diniz convicto da absolvição

A defesa de Ferreira Diniz terminou esta tarde as alegações finais, no âmbito do julgamento da Casa Pia a decorrer no Tribunal de Monsanto, afirmando que o médico "tem a certeza de que este tribunal compreendeu a sua inocência e que só a absolvição poderá repor a confiança do cidadãos no sistema judicial".
21 de Janeiro de 2009 às 18:13
Ferreiz Diniz pede a absolvição dos 18 crimes que é acusado
Ferreiz Diniz pede a absolvição dos 18 crimes que é acusado FOTO: d.r.

Classificando o processo Casa Pia como uma sucessão de erros, a advogada Maria João Costa  considerou  que 'a condenação é uma decisão mais fácil' tendo em conta  que 'o povo está absolutamente  convencido da culpabilidade' dos arguidos e, em jeito de alerta ao tribunal, citou o filósofo alemão Nietzsche para dizer que 'os inimigos da verdade não são as mentiras mas, sim, as convicções', numa alusão ao procurador que conduziu a investigação.

As alegações finais prosseguem amanhã com a defesa de Hugo Marçal, advogado de Elvas.

Defesa coloca vítimas na 'prostituição'

No arranque esta manhã do terceiro dia das alegações finais, a advogada de Ferreira Diniz afirmou que as perícias realizas às vítimas são compatíveis com 'prostituição'.  

Maria João Costa reiterou que os jovens tiveram práticas sexuais em datas muito próximas dos exames que lhes foram realizados, mas referiram os abusos em datas anteriores para assumirem 'a posição de vítimas'.

'Cedo perceberam que o papel de vítimas era um papel que lhes podia ser reconhecido e não censurado. Nessa qualidade estavam relativamente confortáveis', afirmou a advogada Maria João Costa, que já ontem tinha defendido que os jovens estiveram envolvidos em práticas sexuais num período muito próximo de 2002, mas não com o seu constituinte, Ferreira Diniz, para o qual já pediu a absolvição.

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