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Ferreira Leite não comenta ataques políticos

As reacções dos partidos da oposição ao artigo de opinião assinado por José Sócrates publicado esta terça-feira no 'Jornal de Notícias' não se fizeram esperar. A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, optou por não comentar as críticas lançadas pelo primeiro-ministro a toda a oposição, especialmente à direita, mas os restantes partidos não se fizeram rogados.
11 de Agosto de 2009 às 15:34
Ferreira Leite não comenta artigo de Sócrates
Ferreira Leite não comenta artigo de Sócrates FOTO: d.r.

“Não respondo. Tudo aquilo é ataque político em vésperas de eleições... Deixarei ao sentimento e à consciência dos portugueses que vão decidir se é importante para o País levar a política de investimentos do engenheiro Sócrates a cabo, ou se aquilo que deve ser é uma política a pensar no presente, centrada nos problemas”, afirmou Ferreira Leite.

Já o líder do CDS, Paulo Portas, rejeitou em absoluto a tese defendida pelo primeiro-ministro, a apontar os pontos fundamentais que separam o PS da direita, nomeadamente a atitude na governação, o investimento público e as políticas sociais, dizendo que foi José Sócrates quem se “zangou com toda a gente” ao longo da governação.

No artigo que assina, o secretário-geral do Partido Socialista (PS) aponta os três pontos que separam os socialistas da direita e critica a oposição, sublinhando que aposta numa “velha lógica de coligação negativa”, em especial a direita, que considera “herdeira de um certo espírito do salazarismo”.

Também o PCP, através de Agostinho Lopes, membro do Comité Central, rejeitou a tese defendida por Sócrates, de que a alternativa nas próximas eleições legislativas esteja entre um governo socialista ou de direita, defendendo que a alternativa está antes numa 'política verdadeiramente de esquerda' e 'governos de direita geridos pelo PS, ou por PSD e CDS'.

O Bloco de Esquerda reagiu pela voz da sua dirigente Helena Pinto, que afirmou que o PM, após quatro anos de governação, 'não tem credibilidade política para propor intenções em matéria social'. 'O saldo da governação do PS não lhe dá muita credibilidade política para fazer as análises que faz neste artigo de opinião', sublinhou.     

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