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Fileira da construção em Portugal baixou para "níveis de há 20 anos"

Para enfrentar a situação, o plano estratégico apresentado pela Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), aponta a necessidade de o setor "aumentar a rendibilidade das vendas".
27 de Março de 2014 às 19:45

Um plano estratégico para a fileira da construção, apresentado esta quinta-feira em Coimbra, afirma que o setor baixou para "níveis de há 20 anos" e que registou "acentuada" quebra nas vendas e no emprego, "especialmente nos últimos cinco anos".

A situação reflete-se particularmente na maioria das pequenas e médias empresas da fileira, que se debatem com uma "crise financeira sem precedentes", restrições de acesso ao crédito, diminuição da rendibilidade e aumento das insolvências, "aumento das exigências fiscais e laborais" e "dificuldades de internacionalização", entre outros problemas.

Para enfrentar a situação, o plano estratégico apresentado durante a tarde desta quinta-feira, num hotel de Coimbra, pela Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), aponta a necessidade de o setor "aumentar a rendibilidade das vendas" e de melhorar o seu "posicionamento estratégico".

A  fileira da construção precisa, para isso, de "alargar a área geográfica de intervenção no mercado", internacionalizando-se, mas também ampliando a sua presença dentro do próprio território nacional, designadamente através da abertura de delegações/representações das empresas em regiões onde ainda não têm qualquer presença, exemplificou, José Matos, secretário-geral da APCMC, em declarações à agência Lusa, à margem da sessão.

"Mas a internacionalização é essencial", sustentou aquele responsável, sublinhando que se as empresas não tivessem, nos últimos anos, apostado no mercado externo, a situação no setor seria "ainda pior" e "muitas mais" firmas teriam encerrado.

 

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