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Fisco e Segurança Social levam 41,5% do salário médio dos portugueses

Portugal fica acima da média da OCDE, que em 2016 foi de 36%.
Lusa 11 de Abril de 2017 às 11:52
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Os impostos e contribuições para a Segurança Social levaram, em média, 41,5% dos salários dos portugueses em 2016, tendo em conta trabalhadores com salário médio e sem filhos, ligeiramente menos do que em 2015 (42,1%).

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), do total de impostos que incidem sobre os salários dos trabalhadores portugueses 13,4% diz respeito a IRS, 8,9% refere-se às contribuições para a Segurança Social a seu cargo e 19,2% às contribuições pagas pela entidade empregadora.

Portugal é (a par da República Checa) o 12.º país entre os membros que paga mais impostos, acima da Grécia (40,2%) e de Espanha (39,5%), numa lista liderada pela Bélgica (54%) e pela Alemanha (49,4%).

Portugal fica ainda acima da média da OCDE, que em 2016 foi de 36%, de acordo com o relatório Taxing Wages, menos 0,07 pontos percentuais face a 2015 e a terceira queda anual consecutiva.

Segundo a OCDE, a situação melhora no caso dos trabalhadores casados e com filhos, em que os impostos e contribuições para a Segurança Social levaram no ano passado 28,2% do seu rendimento bruto, com Portugal a cair para 17.º lugar nesta categoria, mas a permanecer acima da média dos países-membros (26,6%).

A carga fiscal mais reduzida incide sobre os salários dos trabalhadores (com salário médio e sem filhos) do Chile, com 7% (os trabalhadores apenas pagam com os seus salários as contribuições sociais), seguido da Nova Zelândia (17,9%), México (20,1%) e Suíça (21,8%).

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