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Correio da Manhã

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Francisco Assis: Saída da 'troika' em maio é "encenação"

Jornal norte-americano diz que saída de Portugal foi adiada até ao final de Junho.
1 de Abril de 2014 às 12:11

O cabeça de lista do PS às europeias, Francisco Assis, considerou hoje que a saída da 'troika' em junho corresponde à perspetiva da assinatura do memorando e que a data de 17 de maio foi encenada pelo Governo.

O jornal norte-americano Wall Street Journal noticia hoje que a saída de Portugal do programa de assistência financeira foi adiada até ao final de junho, uma vez que os credores internacionais remetem o pagamento da última tranche para depois das eleições europeias.

"O que estava previsto, desde que assinámos o memorando, era que sairíamos (...) três anos depois e a perspetiva era que saíssemos precisamente em junho. Pelos vistos, da parte do FMI sempre foi essa a perspetiva de que a saída seria em junho", afirmou Francisco Assis à agência Lusa, no início de uma ação de pré-campanha na Guarda.

O candidato socialista referiu que "a data do 17 de maio, em concreto é, de facto, uma grande encenação política construída sobretudo pelo Dr. Paulo Portas que visa por essa maneira montar uma grande ação de propaganda com a expectativa de, com isso, condicionar os resultados das eleições europeias, só que os portugueses já não se deixam enganar".

Assis lembrou que a coligação PSD/CDS-PP fez promessas ao país "em véspera das últimas eleições legislativas" que foram "postas em causa logo no dia seguinte à tomada de posse deste Governo", e atualmente pretende "fazer a mesma coisa".

Crédito memorando troikaFrancisco Assis PSD/CDS FMI
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