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Furacão desce para categoria 3, mas deverá ganhar força outra vez

Irma deixou rasto de destruição nas Caraíbas e está a chegar aos Estados Unidos.

09 de setembro de 2017 às 12:48

O furacão Irma abrandou e desceu para a categoria 3 (numa escala até 5), mas deverá voltar a ganhar força ao aproximar-se ainda mais da Florida (sul dos Estados Unidos), adiantou o Centro Nacional de Furacões norte-americano.

De acordo com o centro, num boletim divulgado às 11h00 (16h00 em Lisboa), o Irma "é [agora] um furacão de categoria 3" mas "deverá ganhar força ao dirigir-se para o sul da Florida e para as Keys [pequeno conjunto de ilhas a sul do território continental dos Estados Unidos]".

As primeiras chuvas e consequentes cortes de eletricidade associados à passagem do furacão Irma fizeram-se sentir hoje em Miami, onde se espera que as condições meteorológicas piorem à medida que o dia avança.

O furacão Irma já esteve na categoria máxima na escala Saffir-Simpson (5), já passou para categoria 4 e agora desce para 3, poucas horas antes de tocar terra no sul da Florida. Espera-se que tal aconteça na madrugada de hoje para domingo.

Neste momento, os ventos do furacão Irma, que durante a manhã chegavam a rajadas sustentadas de 215 quilómetros por hora, não se fazem ainda sentir em Miami.

A cidade de Miami, com uma população de 440 mil habitantes, passou os últimos dias a preparar-se para a chegada do Irma, descrito pelo governador estadual, Rick Scott, como "devastador".

Neste momento, o Irma avança pelo norte de Cuba, onde tocou terra, na noite de sexta-feira, no arquipélago de Camagüey.

O Centro Nacional de Furacões norte-americano informou, entretanto, que o percurso previsto para o Irma se modificou. O "olho" do furacão deverá agora passar pelo sudoeste da Florida, nomeadamente na região das Keys e de Tampa, algures durante a manhã de domingo.

Durante a tarde de domingo, o furacão deverá seguir ao longo da costa sudoeste da Florida.

No entanto, todo o estado da Florida sentirá os efeitos do fenómeno.

Este furacão, o mais poderoso registado no Atlântico, causou pelo menos 18 mortos à passagem pelas Antilhas Menores e Porto Rico, e destruiu a ilha de Barbuda e a parte francesa de Saint-Martin.

No Atlântico, o José é neste momento um furacão de categoria 4, com ventos máximos de 240 quilómetros por hora e movimentando-se a cerca de 20 quilómetros/hora. No entanto, o centro de furacões norte-americano estima que continuará a perder força nos próximos dias.

No Golfo do México, o furacão Katia tocou terra já durante a noite de sexta-feira, a norte de Tecolutla, México, enfraquecendo para o estatuto de "tempestade tropical" e depois para "depressão tropical".

Hoje de manhã estava a 217 quilómetros a sul de Tampico, México, movendo-se muito lentamente (3,2 quilómetros hora) perto da cadeia montanhosa de Sierra Madre, com ventos máximos de (64,4 quilómetros hora). Espera-se que o Katia enfraqueça ainda mais ao longo do dia.

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