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G7 suspende reuniões com a Rússia

O Departamento de Estado norte-americano sublinhou esta segunda-feira que a economia russa vai ressentir-se por não fazer parte do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7).
24 de Março de 2014 às 22:29

"A Rússia necessita que a sua economia faça parte do G8", declarou esta segunda-feira a porta-voz adjunta do Departamento de Estado norte-americano, Marie Harf.

A porta-voz respondia às declarações do chefe da diplomacia de Moscovo, Serguei Lavrov, que afirmou que a possibilidade de a Rússia deixar de fazer parte do G8, como réplica à anexação da República Autónoma da Crimeia, "não é um grande problema".

Marie Harf afirmou que a "Rússia pode encontrar outros parceiros noutros lugares para fazer crescer a sua economia, mas que vai conhecer maiores consequências para a própria economia se não travar a escalada e tomar medidas para continuar a fazer parte do G8".

Os chefes de Estado e de Governo dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá e Itália, reunidos esta segunda-feira na Holanda, comunicaram que não vão participar na próxima reunião do G8, que deveria realizar-se na Rússia, regressando ao formato de sete países na próxima cimeira em Bruxelas, sem a particação de Moscovo.

A porta-voz do Departamento de Estado disse ainda que os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções a funcionários russos e a outras personalidades próximas do Presidente Vladimir Putin, que o mercado de valores de Moscovo e o valor do rublo caíram, factos que estão a contribuir para o abrandamento da economia russa.

Harf afirmou também que a Rússia "trabalhou muito" para formar o G8 e que era do interesse de Moscovo que o grupo não desaparecesse, apesar da existência do G20.

"Vamos continuar a isolar a Rússia do G8. Não vemos razões para nos reunirmos com eles neste contexto, dada a situação atual na Crimeia", concluiu.

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