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GNR não percebe as queixas de insegurança em Campo Maior

A criminalidade no concelho de Campo Maior diminuiu 18,9% em 2013 face ao ano anterior, segundo dados da GNR, mas a população e os autarcas mostram-se "preocupados" com o "clima de insegurança".
31 de Março de 2014 às 17:54

O Comando Territorial de Portalegre da GNR refere, em comunicado, que a criminalidade sofreu em 2013 uma diminuição de "4,5%" naquele distrito alentejano, em comparação com o ano anterior, tendo o concelho de Campo Maior registado uma "redução" da criminalidade geral e das tipologias de crime.

"Apesar das limitações de efetivo, estão destacados no Posto Territorial de Campo Maior 30 militares, o dobro da média dos restantes postos do Comando Territorial de Portalegre", lê-se no documento. "A GNR não se revê, por isso, com as notícias que têm sido divulgadas sobre sucessivos assaltos e ameaças, pois, além de especulativas, não contribuem para o sentimento de segurança das gentes de Campo Maior", lê-se no comunicado.

O presidente da Câmara de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, mostrou-se "surpreendido" com os números apresentados pela GNR, reiterando que se vive um "clima de insegurança" no concelho.

Segundo Ricardo Pinheiro, "uma grande parte" dos munícipes que é assaltada "tem medo" de apresentar queixa na GNR, porque, depois, as autoridades "não conseguem garantir" a sua segurança.

Como forma de alertar o Governo e o Presidente da República para o caso de Campo Maior, um grupo de cidadãos residentes na vila lançou um abaixo-assinado a reivindicar "mais segurança", documento que os eleitos do município também já assinaram.

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