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Governo adia discussão dos aumentos salariais para a próxima reunião com sindicatos

Segundo uma estimativa do Ministério das Finanças, este aumento vai abranger cerca de 70 mil trabalhadores.
Lusa 11 de Dezembro de 2018 às 12:19
Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado
Helena Rodrigues, dirigente do STE, Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado
Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado
Helena Rodrigues, dirigente do STE, Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado
Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado
Helena Rodrigues, dirigente do STE, Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado

A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, lamentou esta terça-feira que os aumentos salariais não tenham sido discutidos na reunião, referindo que o Governo adiou para a próxima semana a sua discussão.

"Aquilo que são estas questões tão importantes não tivemos nenhum avanço nem foi sequer discutido", disse a sindicalista à saída da reunião com a secretária de Estado da Administração e Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca, lamentando que o Governo continue a adiar este processo.

Segundo Helena Rodrigues, o Governo garantiu que na próxima semana, em data ainda a agendar, o tema das atualizações salariais voltará a ser discutido com os sindicatos.

Os sindicatos esperavam que os aumentos salariais na função pública fossem esta terça-feira de novo discutidos, com esperança de que ainda seja possível negociar aumentos salariais para todos os trabalhadores, apesar de o Governo ter anunciado que a subida abrange só os salários mais baixos.

Na última reunião negocial, na sexta-feira, as três estruturas sindicais da administração pública foram confrontadas com uma proposta de aumento do salário mais baixo praticado no setor, de 580 euros para 635 euros.

Segundo uma estimativa do Ministério das Finanças, este aumento vai abranger cerca de 70 mil trabalhadores.

Tendo em conta que, segundo os últimos dados publicados pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), em setembro existiam 671 mil trabalhadores no Estado, isto significa que mais de 600 mil não terão atualizações salariais.

No entanto, as três estruturas sindicais da administração pública continuam a exigir aumentos para todos os trabalhadores e não apenas para os que ganham salários mais baixos.

A regulamentação das pré-reformas na função pública, o fim da reforma obrigatória aos 70 anos de idade foram alguns assuntos discutidos com o STE, que pediu ao Governo "mais esclarecimentos sobre este processo".

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