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Correio da Manhã

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"Governo andou bem" ao vetar venda da Vivo

A vice-presidente do PSD, Paula Teixeira da Cruz, defendeu esta segunda-feira, na Antena 1, que o "Governo andou bem" na decisão de vetar, na assembleia-geral da Portugal Telecom, o negócio de venda da operadora de telemóveis brasileira Vivo aos espanhóis da Telefónica.
5 de Julho de 2010 às 21:09
Vice-presidente do PSD defende uso da 'golden share'
Vice-presidente do PSD defende uso da 'golden share' FOTO: João Miguel Rodrigues

Contudo, o Executivo revelou, ao mesmo tempo, na opinião da social-democrata, "muita incoerência, uma vez que o ministro da Economia, Vieira da Silva, já remeteu a eventual fusão entre a PT e a também brasileira Oi para os accionistas da Portugal Telecom".
 
Na semana passada, o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, considerou que o Estado não deveria ter usado a 'golden share' [acções com direitos especiais] que detém na PT. Para o dirigente do maior partido da Oposição, "o sinal que o Estado devia dar era o da votação da Caixa Geral de Depósitos", entidade bancária detida pelo Estado e que se opôs à venda da Vivo à Telefónica. Ora, a posição assumida por Paula Teixeira da Cruz diverge da versão oficial do seu partido.
 
E se a primeira vice-presidente do PSD e o secretário-geral 'laranja' alinham na defesa de que o negócio de venda da Vivo não era bom para a PT, a forma do impedir revela a divergência. Aliás, o próprio Pedro Passos Coelho sempre se opôs à existência de 'golden share' do Estado nas empresas.
 
Paula Teixeira da Cruz é contra o papel do Estado "como operador nos sectores económicos", até porque "não é saudável". Porém, "há sectores estratégicos, como a água, as comunicações, a electricidade". Por isso, admite que "tem de haver algum proteccionismo".

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