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Correio da Manhã

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Governo pede ajuda para desarmar Hezbollah

Fouad Siniora, primeiro-ministro libanês, pediu esta quinta-feira ajuda internacional para desarmar o Hezbollah, mas adiantou que primeiro Israel terá de cessar os ataques.
20 de Julho de 2006 às 18:12
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Serra, o responsável do governo libanês apelou à comunidade internacional para “impor” um cessar-fogo aos israelitas e para que depois o grupo xiita libanês seja desarmado, reconhecendo que este “se converteu num estado dentro do Estado Libanês”.
O primeiro-ministro libanês adiantou ainda que para resolver o conflito será obrigatório a libertação dos três libaneses detidos em Israel, pois só assim o executivo poderá afirmar que “o Hezbollah não tem qualquer motivo legítimo para manter uma milícia e ficará obrigado a converter-se numa força puramente política dentro do sistema democrático libanês".
DOIS JORNALISTA RAPTADOS PELO HEZBOLLAH
Dois jornalistas de televisões estrangeiras e dois tradutores libaneses foram sequestrados esta quinta-feira pelo Hezbollah no centro de Beirute.
De acordo com um oficial da polícia ”a equipa estava a filmar nos jardins de Sanayeh”, um parque público que tem vindo a acolher refugiados, tendo sido levados por suspeita de espionagem. O responsável recusou-se a revelar a nacionalidade dos jornalistas, mas adiantou que tanto a polícia como os militares já foram enviados para o local, numa tentativa de resgatar as equipas.
CRISE HUMANITÁRIA NO LÍBANO
O primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, cujo país se encontra actualmente na presidência da União Europeia, afirmou esta quinta-feira que o Líbano atravessa uma grave crise humanitária tendo os Estados-membros decidido ajudar com dez milhões de euros.
De acordo com dados da Comissão Europeia, existem cerca de 500 mil deslocados, um número que pode aumentar rapidamente dada a gravidade da situação. O executivo comunitário apelou a que as partes respeitem o direito internacional e permitam o acesso da ajuda, que se prende com necessidades relativas a tendas, água, mantimentos, instalações humanitárias.
ISRAEL PEDE AJUDA À ALEMANHA
Israel pediu esta quinta-feira ajuda à Alemanha para libertar os soldados sequestrados pelo Hezbollah, mas o governo alemão disse preferir que sejam as Nações Unidas a mediar o conflito no Médio Oriente.
Jigal Primor, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, apelou à ajuda alemã em declarações à televisão pública alemã ZDF, evocando o sucesso do papel desempenhado há dois anos na troca de prisioneiros entre Telavive e o Hezbollah.
No entanto, Berlim afirmou que tendo em conta o agravamento do conflito nos últimos dias, “os esforços de mediação na região do Secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e do Alto Representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, devem ser prioritários”.
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