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Greve dos professores não tem sentido

A adesão à greve nacional de professores e educadores contra a proposta de revisão do Estatuto da Carreira Docente foi de cerca de 85 por cento, segundo dados dos sindicatos, um número contraposto pelo Ministério da Educação que apontou para participações entre os 32 e 53 por cento. Maria de Lurdes Rodrigues criticou a paralisação pedindo esforço para um aproximar de posições.
17 de Outubro de 2006 às 15:25
"O Ministério já apresentou três propostas e os sindicatos apenas uma e muito recentemente. Para mim, uma greve a meio do processo negocial não tem sentido", afimou Maria de Lurdes Rodrigues, à margem da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, que espera o mesmo "esforço" que fez para se aproximar das posições dos sindicatos.
Segundo João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) os resultados da greve são “uma resposta clara dos professores, que se recusaram a aceitar as propostas e a atitude de inflexibilidade negocial que o Ministério da Educação tem mantido durante os últimos meses”.
Uma opinião partilhada por Paulo Sucena da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) que destaca a maior adesão das escolas com uma maioria de professores em topo de carreira salientando “o sinal positivo para que a luta se mantenha quarta-feira, o segundo dia da greve”.
Dados diviulgados pela Direcção regional de Educação de Lisboa (DREL) dão conta de uma adesão de 53 por cento na área da Grande Lisboa. Os sindicatos avançam, todavia, números muito superiores destacando que 90 por cento dos alunos ficaram sem aulas.
Agendada para esta terça-feira e amanhã, a greve foi decretada no passado dia 5 de Outubro, Dia Mundial do Professor, durante a marcha nacional de protesto que reuniu em Lisboa mais de 20 mil docentes. Na origem do protesto está a proposta da tutela de alteração ao Estatuto da Carreira Docente, que inclui a divisão em professor e professor titular e a avaliação por parte dos pais, o que consideram ser “um ataque à classe”.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues insiste na mudança salientando que o que existe "não serve para obter melhores resultados na escolas, como ficou provado nos últimos dez anos, em que esteve em vigor".
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