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Correio da Manhã

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GUERRA ABERTA POR CALDA RETARDANTE

O presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Coimbra, Jaime Soares, criticou ontem a não utilização de calda retardante no combate aos fogos florestais pelos meios aéreos.
1 de Agosto de 2004 às 01:25
GUERRA ABERTA POR CALDA RETARDANTE
GUERRA ABERTA POR CALDA RETARDANTE FOTO: Arquivo CM
Em comunicado o Serviço Nacional de Bombeiros, e Protecção Civil (SNBPC) justificou-se dizendo que estão a ser utilizadas substâncias emulsoras biodegradáveis, em substituição das caldas retardantes, como prevê uma directiva da União Europeia.
Jaime Soares sutentou a sua crítica com o facto de a “água sem retardante” ter uma “perda de eficácia de 75 por cento”. Até porque este produto – que, ao cair na vegetação, cria uma película e evita a propagação das chamas - é essencial para o combate aos fogos e para garantir a segurança dos bombeiros em terra.
O responsável garantiu ainda ter alertado o vice- presidente do SNBPC para a ruptura de ‘stocks’ deste produto em alguns centros de meios aéreos, mas que “a receptividade não foi boa”.
No entanto, o general Paiva Monteiro, presidente do SNBPC, esclareceu em comunicado que as “caldas retardantes não são utilizadas no combate a incêndios florestais em Portugal desde 1998”, dando assim cumprimento a uma directiva da União Europeia, que prevê a utilização de subtâncias emulsoras biodegradáveis a fim de “dificultar a combustão”.
FOGOS ADIAM CAÇA
As críticas não se ficam pelo combate aos fogos. O início da época de caça deverá ser adiado por causa dos incêndios. Medida que, apesar de prevista na lei, já está a ser alvo de críticas por parte dos caçadores que exigem alternativas.
Segundo a lei, nas zonas fustigadas pelas chamas não se pode caçar, pelo menos, durante um mês. Já à espera dessa imposição, o presidente da Federação Portuguesa de Caçadores, Jacinto Amaro, defende que o “o governo deverá adoptar medidas compensatórias”.
É que, com esta medida, dez mil caçadores saem prejudicados. Já para não falar de todos os proprietários de zonas de caça, que viram os seus investimentos destruídos pelas chamas. Jacinto Amaro lembrou ainda que, no passado ano, “o Estado prometeu que as zonas de caça ardidas não pagariam taxas e tal não aconteceu”.
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