Em causa estão várias operações de combate ao tráfico de droga.
A ministra da Justiça e dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, Teresa Alexandrina da Silva, pediu hoje, na Praia, apoio de Cabo Verde para o país também cooperar com o Centro de Análise e Operações Marítimas - Narcóticos (MAOC-N).
"Sim, porque com os desafios contemporâneos com que nos confrontamos, mais do necessário, faz-se obrigatório haver esse estreitamento com a MAOC-N, tendo em conta as fragilidades do nosso país e a tendência do tráfico por via marítima, razão pela qual Cabo Verde, sendo um país cooperante da MAOC-N e tendo em conta este estreitamento de relações entre Guiné-Bissau e Cabo Verde, nunca é demais pedir a advocacia de Cabo Verde junto da MAOC-N nesse sentido", pediu a ministra.
Teresa Alexandrina da Silva está de visita de quatro dias a Cabo Verde, e um dos primeiros pontos da agenda foi um encontro de trabalho com a sua homóloga cabo-verdiana, Joana Rosa, com quem abordou vários assuntos relacionados com a cooperação entre os dois países, mas também a nível multilateral.
O Centro de Análise e Operações Marítimas, com sede em Lisboa, é uma iniciativa de seis países membros da União Europeia e do Reino Unido, sendo cofinanciado pelo Fundo de Segurança Interna da UE.
Cabo Verde tem realizado várias operações de combate ao tráfico de droga, contando com apoio de várias organizações internacionais, entre elas a Centro de Análise e Operações Marítimas - Narcóticos (MAOC-N).
A ministra da Justiça de Cabo Verde garantiu que o país assume o papel para entrar em contacto com essa organização europeia, em favor de uma cooperação com a Guiné-Bissau, mas também com o Senegal, por serem países vizinhos na costa ocidental africana.
"Cabo Verde tem uma cooperação intensa com a MAOC, apoia-nos em vários casos de apreensão de droga e seria ótimo essa cooperação conjunta com a Guiné-Bissau e o Senegal. Interessa-nos", garantiu Joana Rosa, que prometeu levar essa menagem à organização europeia.
"A Guiné-Bissau tem todas as condições para também ser um Estado cooperante", frisou a governante cabo-verdiana.
A ministra guineense está no país para vivenciar a experiência cabo-verdiana em diversas áreas, como a gestão dos estabelecimentos prisionais, a administração de bens, a questão das crianças em conflitos com a lei, através do Centro Orlando Pantera, na Praia.
Do programa, consta ainda encontros com várias outras instituições ligada à Justiça, como a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Judiciária, a Cadeia Central de Praia, a Conservatória de Registo Civil dos Registos. Casa do Cidadão, Unidade de Informação Financeira e no final será assinado um memorando de Entendimento no âmbito de Cooperação Judiciária entre os dois ministérios.
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