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Guterres denuncia na ONU "impunidade" nos ataques a jornalistas e exigiu justiça

Secretário-geral insistiu que quando se persegue os jornalistas, as sociedades no seu conjunto "pagam um preço".
Lusa 2 de Novembro de 2017 às 20:52
António Guterres, secretário-geral da ONU
António Guterres
António Guterres, secretário-geral da ONU
António Guterres
António Guterres, secretário-geral da ONU
António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou esta quinta-feira para a "impunidade crescente" dos ataques contra os jornalistas no mundo e exigiu justiça, indica a agência noticiosa espanhola EFE.

"Entre 2006 e 2016, 930 jornalistas e trabalhadores dos media foram assassinados, milhares de outros enfrentam frequentemente assédio sexual, intimidação, detenções e maus-tratos", recordou António Guterres num comunicado difundido por ocasião do Dia Internacional contra a Impunidade nos Delitos contra os Jornalistas.

O chefe das Nações Unidas insistiu no problema da "impunidade" que "agrava" esses crimes, sublinhando que nove em cada 10 casos os responsáveis não são levados perante um juiz.

"Eu peço justiça, em memória de todos os jornalistas que foram assassinados e em reconhecimento da importância de uma comunicação social livre e independente para o progresso e a paz".

Guterres insistiu que quando se persegue os jornalistas, as sociedades no seu conjunto "pagam um preço".

"O tipo de notícias que se silenciam - corrupção, conflitos de interesses, tráficos ilegais - são exatamente o tipo de informação que o público tem que conhecer", enfatizou.

O secretário-geral da ONU recordou alguns casos recentes, como o da jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, assassinada em outubro com explosivos colocados no carro quando investigava um caso de corrupção.

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