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Correio da Manhã

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Homem que matou Maëlys confessa ter estado com soldado gay encontrado morto

Nordahl Lelandais deu boleia a Arthur Noyer na noite em que o cabo desapareceu.
Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 9 de Março de 2018 às 18:47
Maëlys de Araújo
Nordahl Lelandais
Nordahl Lelandais
Nordahl Lelandais
Maëlys foi assassinada no dia 27 de agosto de 2017
Maëlys de Araújo
Nordahl Lelandais
Nordahl Lelandais
Nordahl Lelandais
Maëlys foi assassinada no dia 27 de agosto de 2017
Maëlys de Araújo
Nordahl Lelandais
Nordahl Lelandais
Nordahl Lelandais
Maëlys foi assassinada no dia 27 de agosto de 2017

Nordahl Lelandais , o homem que confessou ter matado a lusodescendente Maëlys de Araújo, de apenas nove anos, confessou estar ligado a um segundo homicídio pelo qual estava a ser investigado pelas autoridades francesas. O homicida é o principal suspeito da morte do cabo Arthur Noyer, ocorrida em abril de 2017, depois do militar ter desaparecido, mas nega qualquer envolvimento no homicídio do jovem.

Lelandais admitiu agora à polícia que deu boleia ao jovem de 24 anos depois deste ter saído de uma festa numa discoteca gay. As autoridades já tinham cruzado os registos telefónicos dos dois homens, que provam que Lelandais e Noyer estavam na mesma área ao mesmo tempo e que estiveram na mesma festa. O homem, que diz ter matado a menina lusodescendete "de forma acidental", afirma que deixou o militar a meio do caminho de casa na madrugada do dia 12 de abril.

Parte do crânio de Arthur Noyer foi encontrada numa zona de mato em Montmelian, perto de Chambery, cinco meses depois do seu desaparecimento.

Imagens de videovigilância captaram o carro de Lelandais no local e os investigadores descobriram que o suspeito pesquisou "decomposição do corpo humano" na Internet logo após o desaparecimento do militar.

Segundo os meios de comunicação franceses, Lelandais está agora também ser investigado por outros desaparecimentos que nunca foram resolvidos, incluindo o de Jean-Cristophe Morin e o de Ahmed Hamadou, ambos homossexuais que desapareceram numa festa na mesma discoteca frequentada por Lelandais, com um ano de diferença entre eles.

Lelandais surge ainda ligado ao desaparecimento de uma mulher de 19 anos, ocorrido em 2011, e de um homem com cerca de 40 anos em 2016.

Lelandais confessou ter matado Maëlys de Araújo depois de ter sido confrontado com várias provas: imagens de videovigilância que mostravam um vulto parecido com a menina no seu carro e uma microgota de sangue encontrada no veículo.

As ossadas de Maëlys foram depois encontradas numa zona montanhosa em Domessin, perto de onde o homicida morava. Lelandais nunca chegou a revelar as circunstâncias da morte da criança. Será novamente ouvido pela polícia a 19 de março, depois de ter sido hospitalizado como forma de evitar que se suicidasse.

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