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Hospitais obrigados a afixar tempos de espera

A Assembleia da Republica vai discutir esta quarta-feira uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE), que conta com o apoio do PS, para obrigar os hospitais e centros de saúde a afixar o tempo que cada utente terá de esperar por uma cirurgia, um internamento, um consulta ou um exame.
4 de Outubro de 2006 às 08:14
De acordo com a edição de hoje do jornal ‘Diário de Notícias’, o projecto do BE contará com o voto favorável dos socialistas na generalidade. Em declarações ao diário, o deputado bloquista João Semedo defende que "é um direito do cidadão saber quando será atendido" nos hospitais ou centros de saúde.
“Não faz sentido uma pessoa ligar para marcar uma consulta e dizerem-lhe para telefonar um mês”, alega o deputado do BE, assinalando que a medida só é inovadora em Portugal, já que muitos países da União Europeia já definiram tempos clinicamente aceitáveis e já os têm em vigor. Segundo João Semedo, bastarão seis meses para que o Governo defina estes tempos.
O ‘DN’ salienta que a Carta dos Direitos de Acesso à Saúde estabelece que o Governo tem como obrigação definir, anualmente, um tempo de espera máximo para cada acto médico praticado no Serviço Nacional de Saúde, excluindo apenas os de carácter de urgência, acrescentando que, baseado neste valor, cada unidade terá de afixar em local visível os tempos de espera que pratica.
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