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Correio da Manhã

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Fogo de S. Pedro do Sul pode ficar resolvido com aviões

O incêndio de S. Pedro do Sul é aquele que mais preocupa a proteção civil.
Lusa 14 de Agosto de 2016 às 09:51
Incêndio em São Pedro do Sul já destruiu várias casas
Incêndio em São Pedro do Sul já destruiu várias casas FOTO: Rafael Marchante/Reuters

O incêndio que afeta S. Pedro do Sul, iniciado na segunda-feira em Arouca, poderá ficar resolvido nas próximas horas, se as condições permitirem a ação dos oito meios aéreos disponíveis, disse este domingo um responsável da Proteção Civil.

"Neste momento [cerca das 09:00], estamos em condições [de atuar], se a situação permitir no local, com os oito meios aéreos pesados disponíveis e, se conseguirmos, pensamos que a situação poderá ficar resolvida dentro de algumas horas", disse à agência Lusa o adjunto de operações Autoridade Nacional de Proteção Civil Carlos Guerra.

"Poderemos não conseguir [que o fogo fique] dominado dentro deste período de tempo mais curto, mas pelo menos o incêndio começar a ceder aos nossos meios, que é o princípio para atingir o dominado", explicou.

Durante a noite, disse, a prioridade das autoridades foi a defesa de alguns núcleos habitacionais, na zona do incêndio, "trabalho feito, sem vítimas a registar", além das ações de combate ao fogo realizadas, quando possível, tendo havido um reforço dos meios.

Segundo o responsável, "houve bastantes lugares ameaçados pelo fogo, pessoas deslocadas das suas habitações por questões de segurança, outras [que], entretanto, voltaram".

A situação está "muito mais calma neste momento, passado aquele período mais violento", no fim da tarde e primeiras horas da noite de sábado, descreveu Carlos Guerra.

O incêndio de S. Pedro do Sul é aquele que mais preocupa a proteção civil, "o único de maiores dimensões ativo no país", iniciado na segunda-feira, no concelho de Arouca e que se "desenvolveu muito significativamente sobretudo devido aos ventos muito fortes e às altas temperaturas" no sentido do concelho de S. Pedro do Sul, apontou o responsável.

Durante a manhã de sábado "foi muito difícil a utilização dos meios aéreos e em alguns locais mesmo impossível, tivemos meios aéreos em terra durante o dia todo por impossibilidade de operar no local", devido ao fumo produzido pelo incêndio, impede a visibilidade aos pilotos, referiu o adjunto de operações nacional.

"Estamos a avaliar no local para, de acordo com as informações que vamos receber, proceder ao despacho dos oito meios aéreos disponíveis neste momento", acrescentou.

Os aviões disponíveis, que incluem dois de Marrocos, um italiano e dois russos, estão a ser utilizados em outras regiões do país que têm incêndios de menores proporções, como Braga, e só em S. Pedro do Sul que não há condições para serem usados, resumiu Carlos Guerra.

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