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Secretário de Estado não consegue provar mas diz que fogos têm origem criminosa

"É a vontade de fazer arder que continua a imperar", afirmou Jorge Gomes.
Lusa 7 de Outubro de 2017 às 18:40
Jorge Gomes (esq.)
Jorge Gomes (centro)
Jorge Gomes (esq.)
Jorge Gomes (centro)
Jorge Gomes (esq.)
Jorge Gomes (centro)

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, não tem "forma de provar", mas considera que vários dos incêndios florestais que têm deflagrado nas últimas horas têm "origem criminosa".

Trata-se de incêndios que "alguém quer realmente provocar", sustentou, em declarações à agência Lusa, o governante, que hoje, à tarde, se deslocação a Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), onde desde as 23h20 de sexta-feira lavra um fogo que, naquela altura, progredia em cinco frentes.

"É a vontade de fazer arder que continua a imperar e a criar esta instabilidade no País e nas pessoas", afirmou Jorge Gomes, salientando que, "de forma nenhuma, isto é perdoável".

"Isto é algo de anormal, não só pelo tempo", caracterizado por um longo período de seca e com elevadas temperaturas, mas também porque muitos destes incêndios "começaram à noite", sublinhou.

"O incêndio em Pampilhosa da Serra começou às 11 [horas] da noite [de sexta-feira] e houve três tentativas para o criar", afirmou o governante, referindo que "os bombeiros conseguiram apagar a primeira tentativa" e, quando "andavam a apagar a segunda [tentativa]", surgiu um terceiro foco, acabando as chamas por se desenvolverem com a dimensão que se regista agora.

Também em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, o fogo "começou cerca da uma e meia/duas horas da manhã" de hoje, atingindo agora "algumas proporções", exemplificou ainda o secretário de Estado, destacando que também em Amarante (Porto) as chamas tiveram início durante a noite.

"Só para dar mais um exemplo", Jorge Gomes recordou que em Marco de Canaveses o fogo que está a arder, com intensidade, neste concelho do distrito do Porto, "nasceu em quatro pontos diferentes", enquanto os incêndios em Ansião e Pombal, no distrito de Leiria, entretanto já dominados, tiveram origem, na sexta-feira, precisamente à mesma hora (14h14).

"Alguém quer realmente provocar incêndios" e assim "é difícil trabalhar, mas cá estamos" para os combater, conclui, salientando que, com as temperaturas relativamente altas que se têm registado, os ventos e outras condições adversas, as chamas se desenvolvem com "grande velocidade", atingindo "grandes proporções rapidamente" e dificultando o trabalho dos bombeiros.

Sobre o incêndio em Pampilhosa da Serra, que entretanto avançou para o concelho de Arganil, onde lavram com mais intensidade duas das suas frentes, o secretário de Estado disse ter esperança que as chamas possa vir a ser dominadas com o arrefecimento noturno.

O incêndio naqueles dois concelhos do interior do distrito de Coimbra é um dos 87 fogos florestais que continuam a lavrar no território do continente, mobilizando pelas 19h15, cerca de 2.900 operacionais, mais de 800 viaturas e oito meios aéreos, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) na internet.

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