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Unidade agropecuária que custou meio milhão destruída na Lousã

Empresa possuía um rebanho de 250 cabras, que "estavam todas prenhes e iam parir para a semana".

18 de outubro de 2017 às 10:48

Uma exploração de caprinicultura em Serpins, no concelho da Lousã, que há quatro anos representou um investimento de meio milhão de euros, foi completamente destruída pelo incêndio de domingo, disse à agência Lusa um dos sócios.

"O fogo destruiu todas as instalações, desde os pavilhões onde estavam 250 cabras, até aos equipamentos de ordenha e armazenamento e acondicionamento do leite", explicou o caprinicultor Carlos Paulino.

A empresa NaturApproach tinha iniciado a sua atividade em 2013 e possuía um rebanho de 250 cabras, que pastavam numa área de 100 hectares do baldio da freguesia de Serpins.

A exploração produzia anualmente cerca de 50 mil litros de leite, que vendia a queijarias da região, e em breve deviam nascer mais de 1.000 cabritos, que era a base do negócio da empresa.

"As cabras estavam todas prenhes e iam parir para a semana. Os cabritos eram para comercializar no Natal", adiantou Carlos Paulino, salientando que a empresa faturava anualmente cerca de 120 mil euros.

O objetivo da NaturApproach, acrescenta, era aumentar a exploração para 600 cabeças de gado.

"Agora vamos avaliar os custos, porque desapareceu tudo, desde as coisas mais simples às estruturas de apoio", lamenta o caprinicultor.

Segundo Carlos Paulino, para repor tudo "ter-se-á de gastar cerca de 500 mil euros e, por isso, ainda não se sabe se o projeto vai continuar".

"Não é fácil começar tudo do zero outra vez e fazer um novo investimento daquela dimensão", sublinhou.

Na altura do incêndio, no domingo, era o sócio Luís Neves que estava na exploração e que ainda tentou combater as chamas com recurso a extintores, "mas o fogo foi muito rápido e de um momento para outro tornou-se impossível parar o seu avanço".

O fogo que assolou a Lousã no domingo consumiu, de acordo com o município, mais de 5.000 hectares de floresta, além de ter destruído várias casas de habitação permanente, unidades industriais, várias explorações agrícolas e viaturas e antigos imóveis, como a antiga fábrica de papel do Boque, também na freguesia de Serpins.

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