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Correio da Manhã

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Índia: Grupo atacante mantém reféns

Um grupo de atacantes mantém cerca de duas centenas de pessoas reféns no interior do Hotel Oberoi Trident, em Bombaim (Mumbai), capital económica da Índia, que foi quarta-feira palco de uma vaga de ataques terroristas que causaram pelo menos 125 mortos e 327 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades.
27 de Novembro de 2008 às 19:27
Após o ataque o Taj Mahal Palace ficou em chamas
Após o ataque o Taj Mahal Palace ficou em chamas FOTO: Reuters

Ao início da tarde, foram ouvidas duas novas explosões nos hóteis Taj Mahal Palace e Trident Oberoi. As informações sobre estes novos ataques são ainda escassas.

A polícia já conseguiu identificar um autor no hotel Tah Mahal e dois do Trident Oberoi. Entre os mortos confirmados 14 polícias. Entretanto, Israel e o Reino Unido já ofereceram ajuda.

De acordo com uma estação de televisão local, forças especiais da Polícia estão a ocupar posições para lançar uma operação destinada a libertar os reféns ainda em poder dos terroristas. Já hoje, elementos da Polícia e comandos do Exército conseguiram libertar outro grupo de reféns no Taj Mahal Palace. Um responsável, citado pela estação de televisão NDTV, revelou que foram encontrados cadáveres no interior do hotel.     

Entre as vítimas mortais dos ataques de ontem, que visaram, entre outros alvos, dois hotéis de luxo e restaurantes frequentados por turistas, figuram pelo menos seis estrangeiros. Relatos de testemunhas que conseguiram escapar aos ataques, que ocorreram de forma coordenada e quase em simultâneo, relataram que os terroristas procuravam atingir sobretudo cidadãos norte-americanos e britânicos.

Pelo menos cinco portugueses que estavam no Taj Mahal Palace, um dos hotéis atacados pelos terroristas, conseguiram escapar ilesos integrando um grupo de cerca de duas centenas de pessoas que conseguiram fugir do local. Todavia, fontes diplomáticas não tem ainda confirmação quanto à existência de cidadãos nacionais entre os reféns ainda em poder dos terroristas. Entretanto, o Governo português já desaconselhou qualquer viagem para a Índia.   

PAQUISTÃO CONDENA ATAQUES

O governo do Paquistão, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Shah Mehmood Qureshi, condenou esta quinta-feira os ataques ocorridos em Bombaim e apelou para a adopção de esforços comuns contra os terroristas. Em comunicado, o responsável pela diplomacia de Islamabad afirmou que “o terrorismo é uma ameaça para a Humanidade”, defendendo que  a comunidade internacional “devia dar as mãos para lutar contra este flagelo”.

AUTORES DOS ATAQUES VIERAM DE FORA DO PAÍS   

Numa mensagem dirigida à nação, o Primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, afirmou que os autores dos ataques têm a sua base fora do país e apelou à calma. “Os ataques foram bem preparados e bem orquestrados, provavelmente através de ramificações no exterior, e visaram criar um sentimento de pânico através da escolha de alvos de perfil elevado e do assassínio indiscriminado de estrangeiros”, referiu o governante, acrescentando que o grupo que realizou os ataques “teve como único propósito provocar o caos na capital económica” paquistanesa.

GOVERNO E PR PORTUGUESES CONDENAM

O governo e o Presidente da República (PR), Cavaco Silva, condenaram hoje a série de “ataques terroristas violentos e injustificados” ocorridos em Bombaim, em mensagens de condolências enviadas ao executivo e presidente indianos.

Na sua mensagem o PR manifestou a sua “enérgica condenação e repúdio pelas acções cobardes” perpetradas pelos terroristas, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, reiterou “o inequívoco apoio de Portugal à luta contra todas as formas de terrorismo”.

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