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Indústria de vestuário é vendida e trabalhadores readmitidos

Empresa estava à espera há mais de uma ano de investimento para evitar encerramento.
Lusa 3 de Outubro de 2016 às 15:25
Fábrica foi vendida
Fábrica foi vendida FOTO: Direitos Reservados

A fábrica de confeções das 'camisas d'assenta', em Torres Vedras, na qual 70 postos de trabalho estavam em risco, foi vendida à Mind Shirt, que vai manter a maioria dos postos de trabalho, disse esta segunda-feira fonte judicial à Lusa.

Fonte judicial afirmou à agência Lusa que o negócio foi concretizado por 125 mil euros e que a nova empresa proprietária vai manter a maioria dos postos de trabalho, de acordo com uma informação enviada em 22 de setembro ao processo pelo administrador judicial, Artur Bruno Vicente.

Desde há um ano que a Sociedade Têxtil da Assenta estava à procura de investimento para evitar o encerramento, depois dos 329 credores terem decidido aprovar o relatório do administrador de insolvência, que propôs a "venda da fábrica com a manutenção dos postos de trabalho".

Em março de 2015, a empresa tinha pedido insolvência por não ter capacidade económica para cumprir as suas obrigações e pagar as dívidas e por não ter aumentado o volume de faturação.

O passivo era na altura superior ao ativo e as dívidas atingiam os 6,7 milhões de euros, de acordo com a lista de todos os que se constituíram como credores, uma centena dos quais eram trabalhadores que reclamavam o pagamento total de 1,2 milhões de euros referentes a indemnizações por despedimento e a subsídios de férias e de Natal de 2011 a 2013.

A empresa atravessava dificuldades desde 2013, altura em que avançou para tribunal com um Processo Especial de Revitalização, no âmbito do qual foi aprovado um plano de recuperação, que, volvidos dois anos, não estava em 2015 a conseguir cumprir por não estar a aumentar o volume de faturação.

Por isso, veio a pedir insolvência. A requerente acreditava que a sua continuidade seria "economicamente viável, porque tem uma boa carteira de clientes". Contudo, por estar debilitada em termos financeiros, não tinha "disponibilidade de tesouraria para custear a aquisição de matéria-prima, nem para pagar os custos de mão-de-obra, de forma a poder aceitar e cumprir encomendas."

A situação financeira foi justificada com a "grave crise que afeta todo o setor dos têxteis".

O fabricante emprega 70 trabalhadores, que não têm salários em atraso, mas que corriam o risco de despedimento se a fábrica viesse a encerrar.

A Sociedade Têxtil da Assenta exporta 60% da produção, sobretudo para o Brasil, Angola, Moçambique, África do Sul, Bélgica, França, Inglaterra, Islândia e Suíça.

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