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Interior é "prioridade para o Governo"

Ministro-adjunto assegura que regiões interiores são "uma oportunidade".
19 de Setembro de 2016 às 15:53
Ministro-adjunto, Eduardo Cabrita
Ministro-adjunto, Eduardo Cabrita FOTO: Lusa
O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, defendeu esta segunda-feira, em Vila de Rei, que as regiões do interior do país devem "ultrapassar a dimensão fatalista e assistencialista" e ser olhadas como "uma oportunidade", assegurando que "o interior é prioridade" para o Governo.

"O interior é prioridade do Governo. O interior é uma oportunidade e, por isso, até ao final deste mês, serão divulgadas as medidas que integram o programa de coesão territorial para a valorização do interior" disse Eduardo Cabrita, em Vila de Rei, no âmbito das comemorações do feriado municipal daquele concelho do distrito de Castelo Branco.

Na sua intervenção, o governante disse que as regiões do interior do país devem "ultrapassar a dimensão fatalista e assistencialista" e ser olhadas como "uma oportunidade", sublinhando que "a aposta do Governo traduz-se em medidas concretas", como o "regime de incentivos à fixação de médicos no interior", a "reabertura de tribunais que foram encerrados (...) numa lógica de proximidade", e a "entrada em funcionamento do regime de gasóleo profissional, em quatro áreas do interior".

O ministro aludiu, ainda, a uma "semana decisiva" com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) para a definição do alargamento da atribuição de competências aos municípios nas áreas do ambiente, ação social, educação e saúde.

Eduardo Cabrita defendeu na sua intervenção uma "política integrada de médio-longo prazo" para as medidas de apoio à família e dirigidas às pessoas.

Segundo o ministro, "não há maior inimigo da família do que a precariedade, a instabilidade e o desemprego", enfatizando as políticas que o atual Governo preconiza.

"Por um lado, políticas sociais, por outro lado, uma valorização do interior, o apoio à escola pública e à saúde para todos, elementos estruturais de uma verdadeira política de família e de uma verdadeira aposta nas regiões do interior", disse, lembrando estarem na assistência "25 espetadores muito especiais e que são a razão de ser de todo o trabalho político desenvolvido a nível nacional, regional ou local".

Eduardo Cabrita referia-se aos 25 bebés presentes na cerimónia, no âmbito da entrega dos subsídios de Apoio à Fixação da População Jovem no concelho.

Este ano foram atribuídos 25 apoios ao nascimento, quatro apoios ao casamento e um ao nascimento com recurso à fertilização 'in vitro', num total de 26.750 euros, "o maior valor de subsídios atribuídos desde 2005", ano em que foram entregues 27 apoios ao nascimento, destacou o presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Ricardo Aires (PSD).

Segundo o regulamento de apoio à fixação da população, o município de Vila de Rei atribui subsídios de 750 euros de apoio ao casamento e instalação, 750 euros de apoio ao nascimento do primeiro filho, mil euros para o segundo filho, 1.250 euros para o terceiro e seguintes filhos, e 1.500 euros para nascimentos com recurso à fertilização 'in vitro'.

A Câmara de Vila de Rei procedeu, ainda, à entrega simbólica de 731 oliveiras a agregados familiares do concelho, uma medida que pretende sensibilizar para a aposta do município na agricultura e floresta, com políticas que possam aumentar a produtividade, criar valor acrescentado e possibilitem novas oportunidades de emprego e de rendimentos.
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