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Correio da Manhã

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Isaltino e Valentim sem condições para regressar

Isaltino Morais e Valentim Loureito, autarcas de Oeiras e Gondomar respectivamente não têm condições políticas para regressar ao PSD. Quem o diz é Luís Filipe Meneses, líder do PSD, apesar de defender que ninguém deve ser condenado antes de ser julgado.
22 de Dezembro de 2007 às 12:12
Em entrevista ao semanário ‘Expresso’, Menezes considera que “neste momento, não existem condições políticas para eles regressarem” ao partido, no qual eram militantes.
Isaltino Morais e Valentim Loureiro saíram do PSD em 2005, na sequência da recusa do então líder do partido, Marques Mendes, em apoiar as suas candidaturas às Câmaras de Oeiras e Gondomar, retirando-lhes a “confiança politica”.
Os dois autarcas, arguidos em processos judiciais, rejeitaram as ordens do partido e acabaram por se candidatar como independentes.
REDUZIR O PESO DO ESTADO
Na entrevista, Menezes abordou a questão do peso do Estado, prometendo que, caso vença as eleições legislativas de 2009”, “desmantelar de vez o enorme peso que o Estado tem e que oprime as pessoas.”
O líder do PSD garantiu ainda que irá “liberalizar a legislação laboral”, por considerar que não é possível ter o “melhor de dois mundos”.
Ambiente, comunicações, transportes e portos são áreas que Menezes defende que devem ser privatizadas. Ainda no âmbito da diminuição do peso do Estado, o líder social-democrata considera que na saúde, educação e segurança social deve ser feita uma privatização, preconizando a contratualização com os privados. “A única maneira de salvar o Estado social é acabar com o tabu de que o Estado deve ser o único a prestar serviços”, salienta.
MUDANÇAS NA SEGURANÇA
Outro dos pontos focados na entrevista, é a questão da insegurança, nomeadamente no norte do País. “Existe uma concepção errada na política de combate de crime e nós vamos fazer fracturas”, avisou, defendendo que a investigação criminal deverá voltar a ficar concentrada na Polícia Judiciária (PJ), enquanto PSP e GNR devem ficar encarregues da segurança das pessoas no “quotidiano”.
“A PJ deve ver reforçada a sua identidade. É errado estarmos a discutir a figura de coordenador dos serviços de segurança e investigação criminal, quando não devia haver nada para coordenar. Tudo devia estar concentrado na PJ”, sublinhou.
TEIXEIRA DOS SANTOS COMENTA
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já comentou a entrevista de Menezes, em particular a questão de diminuição do peso do Estado.
Em declarações à TSF, o governante considera que as promessas do líder do PSD são irresponsáveis, quase até “anarquistas”.
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