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Correio da Manhã

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Jabulani torna-se imprevisível a 73km/h

A bola utilizada no Mundial de África, baptizada de Jabulani, foi alvo de testes da Estação Espacial Norte-Americana (NASA), de modo a compará-la com o esférico utilizado na competição de 2006 na Alemanha, a Teamgeist.
24 de Junho de 2010 às 17:23
A velocidade elevada, a Jabulani efectua mergulhos e desvios abruptos
A velocidade elevada, a Jabulani efectua mergulhos e desvios abruptos FOTO: d.r.

Enquanto que a bola de 2006 era composta por oito painéis fundidos por um processo térmico, a Jabulani possui 14 painéis, juntamente com sulcos aerodinâmicos.

De acordo com a NASA, a nova bola, quando se desloca a velocidade elevada, permite que o ar, ao passar próximo da superfície, se transforme num fluxo assimétrico. As forças laterais podem depois resultar em desvios abruptos ou mergulhos.

Ao passar a barreira dos 73km/hora, o comportamento da Jabulani torna-se imprevisível, confirmou Rabi Mehta, engenheiro aeroespacial do centro de pesquisas da NASA.

A afectar ainda mais a trajectória da bola está o local onde se realizam a maior parte dos encontros da competição. Vários estádios sul-africanos situam-se a altitude elevada, pelo que a densidade do ar é menor, o que faz com que o esférico se desloque a maior velocidade, dificultando a vida aos guarda-redes.

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