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Japão aceita decisão do Tribunal Internacional que proíbe caça à baleia no Antártico

O Japão caçou 10.000 baleias entre 1987 e 2009.
31 de Março de 2014 às 14:44

O Japão anunciou esta segunda-feira que, apesar de "profundamente dececionado", vai respeitar a decisão do Tribunal Internacional de Justiça que proíbe a caça à baleia no Antártico por navios japoneses.

"O Japão vai respeitar a decisão do tribunal como país que respeita o Estado de direito e como membro responsável da comunidade internacional", disse aos jornalistas Koji Tsuruoka, responsável japonês, presente na sala de audiência em Haia, Holanda, e que acompanhou a deliberação do juiz do Tribunal Internacional.

O tribunal dá assim razão à Austrália que acusou o Japão de prática comercial de caça à baleia a coberto de um programa de investigação científica. Considerando que Tóquio não está a respeitar uma moratória de 1986 que proíbe a caça à baleia a não ser que a prática se destine a fins científicos, Camberra pediu ao tribunal para ordenar o fim do programa Jarpa II (investigação).

De acordo com a Austrália, o Japão caçou 10.000 baleias entre 1987 e 2009 e quando o processo começou os dois países comprometeram-se a respeitar a decisão judicial.

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