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Jorge Sampaio reconhece que estava "farto" de Santana em 2004 apesar de o estimar

Lusa 14 de Março de 2017 às 14:54

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio admite que, apesar de ter "estima" por Santana Lopes, se fartou dele em julho de 2004, quando decidiu dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas.

"Fartei-me do Santana como primeiro-ministro, estava a deixar o país à deriva, mas não foi uma decisão 'ad hominem'. Ninguém gosta de dissolver o parlamento e eu tomei essa decisão em pouco mais de 48 horas. Hoje faria o mesmo, porque era preciso", salienta o ex-chefe de Estado no segundo volume da sua biografia política, da autoria do jornalista do Expresso José Pedro Castanheira, que será lançado em 20 de março e apresentado em 07 de abril.

No livro, com 1063 páginas e a chancela da Porto Editora e da Edições Nelson de Matos, o ex-Presidente fala abertamente da crise política por si gerida no verão de 2004, quando Durão Barroso abandonou a chefia do Governo e Pedro Santana Lopes se posicionou na linha de sucessão, contrariando a posição do PS e dos partidos da esquerda, que pretendiam eleições antecipadas.

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