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Correio da Manhã

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Jornalistas mortos por tropas indonésias

As conclusões da investigação à morte do britânico Brian Peters, um de cinco jornalistas mortos em Timor-Leste, em Outubro de 1975, apontam como culpado o Exército indonésio.
30 de Maio de 2007 às 15:15
O conselheiro do inquérito, o advogado Mark Tedeschi, explicou no Tribunal de Sydney, na Austrália, que os jornalistas tentaram entregar-se às tropas do capitão Yunus Yosfiah numa praça de Balibo, junto à fronteira com a Indonésia. No entanto, foram dadas ordens para eliminá-los.
Segundo o responsável existem provas de que o próprio militar Yosfiah disparou contra os britânicos Brian Peters e Malcolm Rennie, os australianos Greg Sahckleton e Tony Stewart e o neozelandês Gary Cunningham.
Apenas Adelino Gomes, o jornalista português que esteve no grupo dos únicos profissionais de comunicação social estrangeiros presentes no início da invasão, conseguiu escapar às tropas.
A análise vem contrariar a versão apresentada pela Indonésia com os argumentos de acidente já que foram apanhados no “fogo cruzado” entre o Exército de Jacarta indonésio e os independentistas timorenses em Balibo.
O referendo de 1999 com a vitória do “sim” à independência culminou na retirada de Jacarta com a intervenção das Nações Unidas após a destruição de quase todas as infraestruturas do país.
VIOLÊNCIA PROSSEGUE
A explosão de uma granada durante os confrontos entre a polícia timorense e rebeldes, desencadeados esta quarta-feira na capital timorense Díli, causaram ferimentos em pelo menos quatro pessoas, sendo que uma delas está em coma.
Na sequência do novo acto de violência, parte da campanha de protesto contra as eleições parlamentares do próximo mês, as autoridades detiveram 13 pessoas.
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