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José Veiga sujeito a termo de identidade e residência

O antigo director-geral da SAD do Benfica, foi detido esta segunda-feira de manhã pela Polícia Judiciária na sua residência em Cascais. Após ter sido ouvido no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, José Veiga, foi constituído arguido no processo referente à transferência de João Pinto para o Sporting, em 2000, estando agora sujeito à medida de coacção de termo de identidade e residência e ao pagamento de uma caução.
20 de Novembro de 2006 às 18:46
Em causa está a transferência do jogador João Pinto, há seis anos, do Benfica para o Sporting, sendo que o empresário é suspeito de ter desviado cinco milhões de euros do negócio.
A PJ iniciou as investigações a este caso em 2002, tendo solicitado no ano seguinte informações às autoridades inglesas sobre as contas bancárias que o empresário teria em Inglaterra.
"Fui ouvido, durante 35 minutos, como arguido e aguardo com tranquilidade o desenrolar do processo, pois estou de consciência tranquila. Não sei de que é que sou acusado", disse Veiga à saída do Tribunal salientando que a sua participação na transferência de João Vieira Pinto para o Sporting aconteceu apenas na "qualidade de amigo", uma vez que o agora jogador do Sporting de Braga "nunca precisou de empresário".
"Se o Sporting diz que transferiu dinheiro para alguém, tem de dizer para que conta o fez e quem era o beneficiário da mesma. Em meu nome não foi de certeza. O Sporting é que vai ter que explicar e não eu", acrescentou. Quanto ao pagamento da caução, o antigo empresário de futebol disse desconhecer o montante e deixou um apelo: "Não condenem na praça pública as pessoas enquanto são inocentes".
Recorde-se que, José Veiga apresentou no passado dia 14 de Novembro a demissão do cargo de director-geral da SAD benfiquista, depois de diversos bens da sua vivenda em Cascais terem sido arrestados pelo Tribunal, na sequência de uma providência cautelar interposta pelo Dexia Banque Internacional, do Luxemburgo, num processo cível.
SPORTING CONFIRMA COLABORAÇÃO COM A PJ
O Sporting reagiu às declarações proferidas por José Veiga desmentindo a sua versão dos factos. Num comunicado divulgado no site dos 'leões', a SAD 'leonina refere que “tem vindo, nos últimos meses, a prestar à Polícia Judiciária todos os esclarecimentos solicitados com referência à contratação de João Pinto, designadamente o destino dos pagamentos efectuados no âmbito da mesma”, sublinhando que José Veiga “interveio nas negociações na qualidade de empresário do jogador”.
A SAD diz ainda que, “tanto quanto lhe competia, respeitou os acordos então celebrados, os quais se encontram suportados contabilisticamente e os pagamentos efectuados registados e auditados”. A direcção do Sporting diz, no entanto, desconhecer “a existência ou não de qualquer conduta ilícita ou criminosa por parte do então empresário do jogador”, indicando que “todos os pagamentos foram efectuados de acordo com as instruções” de José Veiga e de João Pinto.
O clube informa que o caso foi entregue ao advogado Rui Patrício, que deverá "agir em defesa dos interesses da sociedade caso se venha a verificar que esta foi de alguma forma prejudicada".
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