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Justiça espanhola abandona acusações de "genocídio" contra dirigentes chineses

Magistrados consideraram que a Espanha não tem jurisdição neste caso porque os oito suspeitos não são espanhóis nem residentes habitualmente em Espanha.
23 de Junho de 2014 às 23:20

A Justiça espanhola decidiu esta segunda-feira abandonar as acusações de presumível "genocídio" no Tibete que envolviam dirigentes chineses, entre eles, os ex-Presidentes Hu Jintao e Jiang Zemin, disse fonte judicial.

A câmara penal da Audiência Nacional, uma das mais altas instâncias judiciais espanholas, reunida em sessão plenária, decidiu "por nove votos contra sete a suspensão das acusações em curso contra os dois ex-Presidentes e seis outros altos responsáveis do Governo chinês", afirmou a mesma fonte, citada pela Efe.

Os magistrados consideraram que "em conformidade com a lei que reforma a lei da justiça universal espanhola, a Espanha não tem jurisdição para produzir acusações sobre certos atos de genocídio e lesa-humanidade porque os oito suspeitos não são espanhóis nem residentes habitualmente em Espanha", disse a mesma fonte.

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