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Justiça portuguesa deve saber até onde pode ir no que respeita a Angola - Ramos-Horta

Lusa 24 de Janeiro de 2018 às 11:37

O ministro de Estado timorense, José Ramos-Horta, defendeu hoje, em Bruxelas, que o sistema judiciário português deve saber até onde pode intervir em matérias exclusivamente da jurisdição de Angola, afirmando que "nenhum país pode pretender ser Justiça para todos".

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita a Bruxelas onde participou num diálogo político com a União Europeia, o antigo chefe de Estado e de Governo timorense, questionado sobre as atuais relações entre Portugal e Angola, considerou que "tensões políticas há sempre entre os melhores amigos", e "não é nada de anormal", mas sublinhou que é necessário respeitar a soberania de cada país.

"É importante também que do lado da Justiça em Portugal saibam até onde podem intervir em matérias que têm a ver exclusivamente com a jurisdição de outro Estado. Nenhum país pode pretender ser Justiça para todos, que se contente em ser Justiça no seu próprio país", disse.

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