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Partido pede posição "depois de serem tornadas públicas as condutas pouco transparentes do governante".
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A Juventude Popular (JP), estrutura que representa os jovens do CDS-PP, defendeu esta quinta-feira a "demissão imediata" do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, considerando que se continuar no Governo estará a dar "mais um exemplo de impunidade".
Em comunicado, a "Juventude Popular vem a público exigir a demissão" de João Paulo Rebelo, "depois de serem tornadas públicas as condutas pouco transparentes do governante".
"Depois da tentativa de favorecimento do ex-sócio com os testes da covid-19, a nomeação de um apoiante da sua candidatura à liderança da distrital do PS de Viseu para motorista não deixa outra saída ao secretário de Estado que não seja a demissão", defende o presidente da JP, Francisco Mota, citado na nota.
Na ótica do dirigente, "será um mau exemplo às novas gerações de impunidade o seu não afastamento imediato".
Francisco Mota considera que "o 'amiguismo' e os negócios familiares é uma conduta de 'normalidade'" neste Governo e "esta é uma prova clara que Estado e partido socialista agem como se fossem o mesmo".
"É inaceitável, vergonhoso e indecente que usem o erário público para seu favorecimento", acrescenta.
Hoje, durante o debate quinzenal que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa, o primeiro-ministro salientou que mantém a confiança política no secretário de Estado.
"Sim, mantenho a confiança nos membros do Governo senão eles não seriam membros do Governo", afirmou o primeiro-ministro, em resposta ao Chega.
Também a Iniciativa Liberal já tinha pedido hoje de manhã a demissão do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, por uma "sucessão de comportamentos não éticos", exigindo uma investigação ao alegado favorecimento a um ex-sócio do governante.
Em comunicado, o deputado único e presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, considerou que a "notícia do Secretário de Estado que colocou uma cunha para alegadamente favorecer um ex-sócio parece mais um caso clássico de primos e amigos deste Governo e deve por isso ser alvo de uma minuciosa investigação".
Segundo os liberais, uma notícia de quarta-feira "dá conta que o mesmo secretário de Estado contratou um militante do PS, seu apoiante para motorista é um bom exemplo de tudo o que está mal na política portuguesa".
"Este já não é nem o primeiro, nem segundo, nem terceiro caso de falta de ética, no mínimo, deste secretário de Estado e, por isso, a Iniciativa Liberal exige a sua demissão imediata", refere.
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