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Correio da Manhã

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Kate receia ser suspeita

Kate McCann foi ouvida como testemunha. A diligência vai continuar e, por isso, o segredo de justiça impede--nos de falar.” Foi assim, de forma seca e sintética, que o advogado Carlos Pinto de Abreu definiu a situação da sua cliente na investigação do desaparecimento da filha Madeleine na noite de 3 de Maio passado, num dos apartamentos do Ocean Club, em Lagos. Eram 00h52 da manhã quando estas palavras de Pinto de Abreu foram proferidas, e para trás ficavam 11 horas de interrogatório, que hoje vai continuar.
7 de Setembro de 2007 às 02:24
Kate McCann saiu com um ar visivelmente abatido e dirigiu-se depois para o carro do advogado na companhia deste e da irmã de Gerry McCann. Este havia saído da casa onde o casal está instalado mais de uma hora antes, provavelmente para ir buscar a mulher, mas não foi visto à saída desta da Polícia Judiciária.
O interrogatório da mãe de Madeleine, na sequência dos resultados das amostras biológicas que sinalizaram sangue de Maddie no apartamento e odor de cadáver na roupa de Kate e num peluche da filha, marcaram uma dramática reviravolta no caso. Até há mês e meio este estava centrado na hipótese de Madeleine ter sido raptada. Hoje, a imprensa britânica dá um largo destaque aos receios de Kate, que teme ser olhada como suspeita da morte da filha. Ontem à noite saiu da PJ rodeada de medidas de segurança por parte do Corpo de Intervenção da PSP, que antes da meia-noite chegou ao local para cortar a rua e criar uma zona de segurança.
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