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Kiev refuta acusações de Putin sobre destino dos cereais exportados

"No total, dois terços dos navios enviados dirigiram-se para a Ásia, África e Médio Oriente", assegurou Dmytro Kuleba.

07 de setembro de 2022 às 21:47

A Ucrânia refutou esta quarta-feira as acusações do Presidente russo, que afirmou que as exportações de cereais ucranianos foram maioritariamente para a União Europeia, com Kiev a garantir que grande parte destinou-se a África e Ásia.

"No total, dois terços dos navios enviados dirigiram-se para a Ásia, África e Médio Oriente", assegurou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, em comunicado, reiterando que estas exportações "tiveram um efeito positivo na redução dos preços dos alimentos" a nível mundial.

O governante ucraniano adiantou ainda que a China, o Egito, o Irão, a Índia, a Somália e a Líbia estão entre os países que receberam carregamentos de cereais provenientes da Ucrânia.

"As mentiras dos russos sobre o envio de cereais ucranianos apenas para a Europa simplesmente não correspondem à realidade", salientou Kuleba, para quem a "única razão para o agravamento da crise alimentar global foi e continua a ser a brutal guerra desencadeada pela Rússia, que bloqueou os portos marítimos ucranianos e destruiu deliberadamente as infraestruturas agrícolas e a logística".

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que as exportações ucranianas de cereais se destinaram principalmente a países da União Europeia, em detrimento de países pobres, alegando ainda que isso criou uma "catástrofe humanitária".

Desde o acordo assinado em julho, sob o patrocínio da Turquia e da ONU, quase 100 navios carregados com mais de dois milhões de toneladas de cereais e outros produtos agrícolas deixaram os portos ucranianos, segundo dados divulgados à agência France-Presse pelo Centro de Coordenação Conjunta em Istambul.

De acordo com estes dados, 36% dos cereais ucranianos foram para países da União Europeia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 196.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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