Lopes: PCP falha objectivos mas clama vitória

Os objectivos estavam definidos: forçar uma segunda volta e impedir a reeleição de Cavaco Silva. Nenhum foi cumprido mas o PCP reclama uma vitória importante com Francisco Lopes "a ter ficado acima dos 7 por cento".

23.01.11
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Lopes: PCP falha objectivos mas clama vitória
Francisco Lopes tem um resultado que permite consolidar a sua posição como o mais provável sucessor de Jerónimo de Sousa Foto Pedro Catarino

O candidato apoiado pelo partido comunista garante que a sua candidatura "fez tudo para que Cavaco Silva não fosse reeleito" e defende que a sua corrida a Belém é "indissociável"do facto do vencedor destas presidenciais ser reeleito "com uma das mais baixas percentagens de sempre no segundo mandato". "É um sinal político que os portugueses dão", salientou Francisco Lopes.

O candidato presidencial garantiu que as "centenas de milhar de votos que conquistou serão usadas" para retirar Portugal "do atoleiro em que se encontra" e que a baixa percentagem que permite a Cavaco Silva ser reeleito resulta também das suas responsabilidades pela situação do País e o comprometimento “com o pior da política do Governo e as consequências nefastas do Orçamento de Estado de 2011”.

Para Francisco Lopes, o reeleito Presidente da República “tem responsabilidades pelos últimos 25 anos” do País.

Confrontado com o facto do seu resultado ficar abaixo do de Jerónimo de Sousa nas últimas Presidenciais de 2006 (8,64%), Francisco Lopes garante que os resultados têm de ser lidos num contexto concreto mas que “é uma vitória daqueles que não se resignam”.

O candidato presidencial a nível interno tem um resultado que permite consolidar a sua posição como o mais provável sucessor de Jerónimo de Sousa como secretário-geral do PCP.

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